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Justiça e Direito
Quarta, 31 de maio de 2017, 15h41

Rede de proteção da criança participa de seminário


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Integrantes da rede de proteção e do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente prestigiaram a abertura do Seminário de encerramento da Campanha ‘Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes’, na manhã de terça-feira (30 de maio), no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Idealizado pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), o evento fechou o mês de atividades nas 79 comarcas de Mato Grosso.

A programação incluiu apresentações teatrais, exposição de cartazes, palestras e a premiação dos alunos vencedores do concurso de desenho e redação nas escolas da capital. A corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destacou o sucesso das campanhas realizadas pela CGJ-MT no mês de maio – ‘Combate ao Abuso’ e ‘Adoção’ – e cumprimentou as equipes da CIJ e da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) pelo empenho e dedicação ao trabalho voltado às crianças e adolescentes. A magistrada lembrou a experiência enquanto juíza da infância e juventude na comarca de Rondonópolis (a 212km da capital) e ponderou que a violência é uma questão cultural.

“O abuso e a exploração sexual nos causa muito revolta, especialmente para nós que somos mães. Para os menores abusados, os transtornos são ainda maiores e dificilmente superados no futuro”, destacou. A corregedora ressaltou que é preciso haver uma mudança de cultura para reduzir os índices relativos a esses crimes. “Por isso é fundamental trabalharmos com alunos e fomentarmos essa discussão nas unidades de ensino. Precisamos educar e ensinar os meninos desde cedo, em casa e nas escolas, a respeitar a irmã, as colegas”, ponderou, sob aplausos da plateia. Para encerrar, Maria Aparecida Ribeiro parabenizou e agradeceu a iniciativa da juíza auxiliar Jaqueline Cherulli, o apoio e comprometimento dos juízes da infância e das equipes multidisciplinares.

A coordenadora geral da CIJ, desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves Rodrigues, também falou da indignação que o tema causa na sociedade. “É para isso que serve a campanha, para que cheguemos às instituições, às escolas e a todos os lares do Brasil, unamos os esforços e formemos essa rede de proteção para crianças e adolescentes. Precisamos despertar a consciência dos agentes públicos e da sociedade para que todo dia estejamos cientes da nossa responsabilidade de proteger as nossas crianças. Que essa atividade seja permanente e que sejamos multiplicadores dessa conscientização”, defendeu, destacando a prioridade absoluta defendida pelo artigo 227 da Constituição Federal.

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A juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, relatou casos de abuso e violência contra menores vivenciados por ela no cotidiano e defendeu um trabalho preventivo. “Uma vez consolidado o abuso ou a violência, temos que trabalhar a vítima para que ela tenha o mínimo possível das consequências, que são cruéis. É um drama muito grande para quem sofre e, para nós, que temos que conversar e acolher, também. Que possamos dar sequência ao longo do ano a esse tema para conscientizarmos cada vez mais as nossas crianças e adolescentes, evitando assim que sejam vitimizados”, afirmou.

O assessor especial da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), José Rodrigues, elogiou a iniciativa da CGJ-MT de levar a campanha até as escolas, fomentar o debate e despertar a consciência dos estudantes por meio do teatro, desenho, redação e apresentação de vídeos. Representante da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o major da Polícia Militar Bruno Rezende frisou a relevância do tema e salientou que a violência e o abuso sexual contra crianças e adolescentes exige de toda a sociedade muita vigilância. Ele pediu cuidado com o uso do celular, da internet e especialmente das redes sociais, e finalizou enfatizando que o corpo deve ser um “templo sagrado” para os menores.

Também participaram da abertura o secretário adjunto de Justiça Enéas Corrêa de Figueiredo Junior, o coordenador geral do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap), Nei Alexandre de Brito Costa, o professor da Unic Pantanal Stanley Marcus Costa, e a socióloga Graça Gadelha. A plateia foi composta por agentes da infância e juventude, psicólogos e assistentes sociais da rede de proteção, estudantes, professores e pais.
 


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