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Justiça e Direito
Segunda, 11 de setembro de 2017, 15h34

Justiça em Números: resultado de empenho coletivo


O melhor resultado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na série histórica do relatório Justiça em Números foi obtido na última edição do anuário, divulgada nessa segunda-feira (4 de setembro) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O resultado só foi alcançado por meio do empenho diário dos 4.516 servidores e 276 magistrados que se dedicam dia após dia na condução do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Conforme apontou o relatório, o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) do TJMT foi de 95%, considerando 1º e 2º graus e a área administrativa, o que coloca o tribunal mato-grossense em primeiro lugar dentre os 10 tribunais estaduais de mesmo padrão.

O resultado é motivo de contentamento para o servidor Matheus Freire Amorim, 23 anos, um dos mais jovens do TJMT. Ele foi estagiário no Departamento Judiciário Auxiliar (Dejaux) por dois anos e agora é servidor da Coordenadoria Judiciária.

“Para mim é uma alegria muito grande poder colaborar com o crescimento do Poder Judiciário na entrega jurisdicional às pessoas que precisam dela. Fico muito contente com isso por poder fazer a minha parte da melhor forma possível. É um saldo muito positivo, resultado de muito trabalho dos servidores. Analisando o comportamento da área judiciária, avaliamos como muito positivo pelo empenho dos diretores e dos servidores em querer alcançar esse resultado positivo para o tribunal e para a administração”.

Do outro lado da trilha percorrida pelo TJMT rumo ao primeiro lugar, está a auxiliar judiciária Vera Lúcia de França, 69 anos, que trabalha na instituição há 26 anos e já possui tempo suficiente para se aposentar – tanto de serviço como de idade –, mas afirma que faz questão de continuar trabalhando pelo prazer que sente em prestar seus serviços ao órgão.

“Para mim, o Poder Judiciário é tudo na minha vida. Aprendi muita coisa boa trabalhando aqui. Para chegar aonde o tribunal chegou, foi graças a nós, funcionários, que trabalhamos e valorizamos esse estabelecimento. Nós fazemos tudo para que o tribunal cresça, ande e dê o encaminhamento de um futuro melhor. Para nós, é nota 1.000. Eu amo muito o Tribunal de Justiça”, revela a servidora.

Quem também está feliz em saber que faz parte desses bons resultados é a servidora Sandra Santini Veber, lotada na 12ª Vara Criminal de Cuiabá e funcionária do Poder Judiciário há 24 anos. “Fico lisonjeada por pertencer a este tribunal. Nós sempre damos o nosso melhor, fazemos tudo que está ao nosso alcance para atingir os números do CNJ e refletir isso na ponta, para o público que busca a Justiça. Parece-me que a sociedade está satisfeita com a agilidade que o tribunal está buscando”, reflete.

Magistrados – O Índice de Produtividade dos Magistrados (IPM) também colocou o TJMT em primeiro lugar no ranking de tribunais de médio porte. Os juízes mato-grossenses julgaram, em média, 2.084 processos ao longo de 2016, enquanto o índice nacional foi de 1.773. O segundo colocado dentre os tribunais de mesmo padrão registrou IPM de 1.860 (TJSC).

Para o juiz Thalles Britto, da Comarca de Querência (945 km a nordeste de Cuiabá), esse número representa o reconhecimento de um esforço muito grande por parte dos magistrados. “Esse é um reconhecimento importante que serve como combustível para continuarmos trabalhando da mesma maneira. A partir disso, a gente encara o nosso trabalho como uma continuidade do que foi feito no ano passado e vê a possibilidade concreta de manter e provavelmente melhorar cada vez mais. Enfrentamos todos os tipos de desafios possíveis, mas diante desses números apresentados, é possível perceber que o resultado realmente pode ser atingido. Tenho muito orgulho de fazer parte de um tribunal tão bom”, enfatiza.

O juiz Jorge Hassib Ibrahim, da Comarca de Paranatinga (373 km ao sul de Cuiabá), afirma que sentiu o impacto do volume de processos julgados por magistrado, pois o número de sentenças chegava a até 400 sentenças por juiz ao mês. “É uma satisfação muito grande saber que alcançamos o primeiro lugar nos tribunais de médio porte. Isso foi um trabalho conjunto de todos os magistrados, em um desempenho diuturno para sentenciarmos os processos. Nós sentimos esse impacto porque o Poder Judiciário de Mato Grosso tinha um estoque muito grande. O esforço chegou nesse resultado. Sentimos que o trabalho foi árduo, mas o resultado apareceu”.

O desembargador Márcio Vidal também celebra o resultado do TJMT no Justiça em Números: “Não há como caminhar sozinho. Você sempre precisa ter uma equipe coesa, uma equipe afinada, motivada, de homens e mulheres que estejam dispostos a contribuir para atingir o desiderato. Isso é o que ficou demonstrado com essa primeira colocação entre os tribunais do Brasil de médio porte”.

Os resultados aferidos no anuário são do segundo ano de administração dos desembargadores Paulo da Cunha (presidente), Clarice Claudino da Silva (vice-presidente) e Maria Erotides Kneip (corregedora-geral da Justiça), no biênio 2015/2016. Para a ex-corregedora, os números são resultado de um trabalho que veio ganhando força e sendo galgado ao longo dos anos.

“Estou muito feliz porque nós vimos que o esforço deu certo, valeu a pena. O desembargador Paulo da Cunha trouxe os novos juízes, eles se empenharam, as comarcas foram providas, os programas deram certo. É tudo uma questão de planejamento. Não podemos perder o ritmo. Tenho certeza que a desembargadora Maria Aparecida está fazendo isso desde o começo do ano, visitando as comarcas, fazendo as correições, procurando cumprir as metas. Certamente esse número será mantido em 2017”, assinalou a desembargadora Maria Erotides. 


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