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Justiça e Direito
Quarta, 13 de junho de 2018, 09h51

CGJ desenvolve tecnologia para leitura de dados


O prefixo latino Omni significa “Tudo”. Com base nesse conceito, a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), iniciou um projeto inovador há cerca de três anos: criar uma nova base de dados estruturada, para centralizar todas as informações de litigiosidade contidas nos diversos sistemas utilizados pelo Poder Judiciário. A iniciativa tornou-se realidade e atualmente faz parte da política de governança da instituição.

Num primeiro momento, o Projeto Omini previa a interface com os sistemas Apolo, Processo Judicial Digital (Projudi), Processo Judicial Eletrônico (PJe), Primus e Proteus. Ou seja, ele consumia as informações de cada um dos sistemas de controle processual e reunia os dados em um único banco. Hoje, ele já armazena - ainda que de maneira primitiva - informações dos sistemas de Recursos Humanos, Financeiro, entre outras plataformas detentoras de referências e métricas do Judiciário.

“No passado tínhamos diferentes relatórios gerados por múltiplos sistemas gerenciadores de processos. Assim, conseguíamos extrair informações de um por um e não do judiciário mato-grossense como um todo. O projeto Omni surgiu com o intuito de reunir as informações em um único grande banco, para que fossem consumidas pelas diversas áreas da instituição com segurança e precisão. Trata-se de uma iniciativa inédita, inclusive reconhecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, explicou o juiz auxiliar da CGJ-MT Aristeu Dias Batista Vilella.

Conforme o magistrado, os dados por si só não significam muito. “A grande vantagem é podermos converter informação em conhecimento. É transformamos os dados em inteligência de negócios para assim compreendermos o comportamento da instituição, definirmos estratégias mais assertivas, garantirmos eficiência operacional, além da redução de custos e riscos. E isso nós fazemos por meio da ferramenta de Business Intelligence (B.I.), capaz de converter dados brutos em conhecimento útil para a tomada de decisões”, explicou.

O diretor do Dapi, Reginaldo Cardozo, esclarece a plataforma de análise de dados Qlik já está consumindo do Omini os elementos de litigiosidade da Resolução Nº 76 do CNJ – que dispõe sobre os princípios do Sistema de Estatística do Poder Judiciário, estabelece seus indicadores, fixa prazos, determina penalidades e dá outras providências. “O Qlik é uma ferramenta de B.I. no mercado. É um software que permite transformar dados vindos de fontes diferentes em conhecimento de negócio”, salientou.

Segundo Reginaldo, o Qlik permite a criação de painéis de instrumentos (dashboards) com métricas e indicadores importantes que facilitam a compreensão das informações geradas. Na prática, é como se fosse um “desenho” para facilitar o entendimento do cenário. Esses painéis permitam o acompanhamento dos resultados por períodos e até mesmo em tempo real. Isso é o que está sendo feito por parte das áreas de negócio do Judiciário mato-grossense. “Estamos em fase de testes, de homologação. As áreas estão analisando o funcionamento da ferramenta e a consistência dos dados. Assim que essa tecnologia for aprovada, partiremos para a fase de produção, quando os usuários poderão efetivamente trabalhar com os dashboards”, contou.
 


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