» mais
Comentar           Imprimir
Justiça e Direito
Quinta, 14 de março de 2019, 06h29

Defensoria atenderá na Pestalozzi uma vez por mês a partir de março


Redação

Os pais de 120 frequentadores da escola Nova Esperança Pestalozzi, no município de Água Boa, 738 km de Cuiabá, contarão, uma vez por mês, com orientação jurídica e extrajudicial de uma equipe da Defensoria Pública de Mato Grosso, no local. A ação, intitulada "Defensoria Inclusiva" pela autora da iniciativa, defensora Carolina Weitkiewic, pretende levar serviços do órgão até aqueles com maior dificuldade de acesso.

.

A Nova Esperança, instituição filantrópica que atende há 32 anos na cidade, funciona o dia inteiro ofertando atividades socioeducativas e serviços na área de saúde, para crianças, adolescentes e adultos com diagnósticos de algum tipo de deficiência, física, mental ou ambas. Lá, eles recebem o café da manhã, almoço e lanche da tarde.

Palestra Carol Pestalozzi"A ideia surgiu depois que fiz uma palestra para os pais que têm filhos matriculados na escola, sobre os direitos das pessoas com deficiência. Apresentamos o tema de forma bastante abrangente e a partir dai, surgiu a ideia de atendermos lá. Hoje demos início ao projeto, com a intenção de facilitarmos a vida dessas famílias, carentes materialmente, de ajuda, de informação, e também com o propósito de desempenharmos nossa maior razão de existir", afirma a defensora.

Carolina informa que no primeiro dia de atendimento recebeu pedidos de ajuda para viabilizar medicamentos de uso contínuo, que não estão sendo fornecidos; para que os pais consigam acompanhamento especializado para os filhos que frequentam a escola; para entrar com o pedido de benefício de prestação continuada no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), entre outros.

"Percebemos que muitas dessas crianças, adolescentes e adultos são cuidados por avós, bisavós, e que essas pessoas não têm a curatela, ou seja, autorização judicial para ser o curador e isso os impossibilita de tomar medidas em nome dessas pessoas. Um de nossos trabalhos aqui será o de regularizar essa situação", afirma a defensora.

Para o coordenador pedagógico da Nova Esperança, Emerson Godoy e para a assistente social Silvana Maria Mazzonetto, a ida da Defensoria até o público da Instituição agilizará o alcance dessas pessoas a serviços jurídicos que elas teriam que esperar por meses, caso fossem atendidas individualmente.

"Para sermos atendidos na sede, por agendamento, a data mais próxima seria no mês de abril. Agora, com essa parceria, vamos fazer uma espécie de mutirão. Vamos reunir as necessidades e documentações previamente e no dia que a Defensoria vier, já estaremos com as demandas organizadas e pré-prontas para que a defensora e sua equipe tomem as medidas cabíveis", explica a assistente social.

A Nova Esperança, apesar de atender o seu público o dia inteiro, se propõe a prestar um serviço complementar ao da escola regular, explica Silvana. "As famílias que têm filhos aqui são muito pobres e aqui recebem atendimento de fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, técnico de enfermagem, de educador físico, mas não o de alfabetização. Para os que são menores, buscamos que a família tente as escolas, mas elas percebem muitas dificuldades e desistem", explica.

Para essa demanda, a defensora afirma que poderá auxiliar as famílias, buscando apoio do município na oferta de auxiliares para acompanharem esses alunos durante as aulas. "Para nós também é muito importante poder fazer esse tipo de ação, ajudar de forma mais completa possível, a um público tão vulnerável como o dos deficientes físicos, cuja legislação protege e ampara", conclui a Carolina.


Comentar           Imprimir


Busca



Enquete

Em quem você votaria hoje para prefeito de Cuiabá?

Pedro Taques
Blairo Maggi
  Resultado
Facebook Twitter Google+ RSS
Logo_azado

Plantão News.com.br - 2009 Todos os Direitos Reservados

email:redacao@plantaonews.com.br / Fone: (65) 98431-3114