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Educação
Terça, 15 de maio de 2018, 14h26

Jovens protagonistas acolhem profissionais da educação durante formação da Seduc


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A estudante Amanda Coutinho, de 17 anos, não esconde a sua paixão pela escola em que estuda. Ela é aluna protagonista da Escola Plena Nilo Póvoas, em Cuiabá, e chorou ao falar da importância da instituição na sua construção pessoal durante a abertura do encontro de formação que está discutindo o modelo das escolas integrais em Mato Grosso.

“No começo a gente estranha, não sabia como era estudar em tempo integral, mas agora vejo com outros olhos. É um ensino diferenciado, tenho metas, planos e sonhos”, disse a estudante do 3º Ano do Ensino Médio à plateia formada de professores, assessores pedagógicos e professores formadores dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapros).

Ao lado de Amanda, outros jovens protagonistas das Escolas Plenas de Cuiabá e Várzea Grande. “Tive muitas oportunidades quando assumi esse papel de protagonista, como essa de falar com os profissionais da educação. Aprendi a desenvolver minha fala, minha interação e me tornei uma pessoa que não se contenta com pouco e isso é fruto do Projeto de Vida”, assegura.

 

Nas escolas integrais, além da grade curricular comum, os estudantes são expostos a grade diferenciada, que inclui o Projeto de Vida, que é uma forma de conhecer a si próprio, seus limites e potencial. “É fazer com que uma pessoa sem perspectiva comece a sonhar”, diz.

Para a jovem, uma mudança significativa já pode ser sentida. “Mudei em tudo. Minha mãe diz que eu amadureci. Agora sei o que quero para a minha vida, estou correndo em busca desses objetivos”.

Sobre sonhos, ela tem vários. Entre eles, se formar em administração e ser dona do seu próprio negócio. “É nisso que estou focando. Estou até fazendo um curso de gestão empresarial”, finaliza.

Vida da Escola

O coordenador do Núcleo de Ensino Integral da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), Rogério Gracindo Gomes, conta que os jovens protagonistas abriram o evento pois “eles são a vida da escola, são os que vivenciam e fazem a escola ter vida”.

 

“Por maio desse protagonismo, esses jovens levam a Escola Plena para voos altos, então, começar essa formação com eles, é muito importante para que as vivências das escolas sejam entendidas aqui”.

Além disso, Rogério lembra que a formação tem como objetivo replicar e consolidar o processo de implantação, fazendo com que os gestores conheçam mais e entendam todo o modelo.

“O modelo de implantação é da Seduc, porém a prática e a vivência são das escolas. Por isso é importante estar sempre alinhando, fazendo essa troca por meio das formações. Ano passado começamos com 14 escolas e 2018 já temos 39, as práticas precisam ser compartilhadas”.

E foi com essa perspectiva que Cristina Mara Müller, diretora da Escola Plena Padre José de Anchieta, em Mirassol D’Oeste, chegou para o primeiro dia de formação.

“Tivemos o privilégio de mudar a nossa metodologia e adotar o ensino integral. Hoje, percebemos que a escola trouxe para a comunidade uma visão ampla de ensino de qualidade. Estamos avançando em vários aspectos e nossos estudantes já mudaram a perspectiva de vida”.

 

Para a diretora, apesar das dificuldades que o novo modelo trouxe, já é possível sentir a diferença no comportamento dos alunos e no reflexo no processo de ensino aprendizagem, sem falar no protagonismo. “Já temos 207 Projetos de Vida, um para cada estudante, estamos ofertando uma educação de qualidade”, finalizou.

A formação das Escolas Plenas ocorre até a próxima sexta-feira (18), no Mato Grosso Palace Hotel, na Capital.


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