
Alberto Romeu
Da Editoria
Com uma imensidão de problemas para se tratar, a Câmara Municipal de Cuiabá gastou dinheiro público para propor um projeto de lei, discutir em duas votações, uma lei que institui a Campanha Permanente de Prevenção contra Bebidas Adulteradas com Metanol no âmbito do município.
Defendendo a iluminada proposta, o autor destacou que “o objetivo central é proteger a saúde da população e combater o mercado de bebidas falsificadas”, e que “o metanol é um álcool altamente tóxico que, se ingerido mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, falência renal e levar ao óbito”.
A advertência sobre o problema é válido, e necessário, contudo propor a criação de uma campanha permanente de prevenção no âmbito do município é uma atitude questionável, a se considerar que fatos sobre a questão ocorreram no ano passado, em 2025 – entre outubro e dezembro – e tanto a Vigilância Sanitária quanto a Polícia Judiciária Civil agiram de forma pontual e trouxeram resultados positivos.
O autor da ideia é o vereador Ilde Taques (Podemos) que propõe que o município deverá estabelecer parcerias com órgãos de vigilância sanitária, forças de segurança e o setor de bares e restaurantes para viabilizar cartazes informativos, blitze educativas e canais diretos de denúncia contra estabelecimentos que comercializem produtos de procedência duvidosa.
Enquanto o edil cuiabano, Ilde Taques, gasta tempo e dinheiro público para chover no molhado, é preciso que o Conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, se desloque até a Creche Municipal José Nicolau Pinto, denunciando para toda a sociedade – e isso inclui os vereadores da Capital – a precária situação de abandono da unidade, colocando em risco a vida de crianças de 1 a 3 anos de idade. “São bebês totalmente expostos a todo tipo de doença”, afirmou Sérgio Ricardo.

Dentre vários problemas foram encontrados fios expostos, entulho, resíduos de cigarro, pedaços de vidro em local de acesso às crianças, banheiros inadequados, infiltrações e a presença de animais que oferecem risco de transmissão de doenças.
Sérgio, que é presidente do TCE, frisou que “é inadmissível tratar as crianças de Cuiabá como elas estão sendo tratadas nessa creche. Em Cuiabá, nós temos cerca de 1.500 crianças na fila de espera, mas nós não queremos que elas sejam acolhidas em lugares que estão um lixo, como essa creche”. O imóvel está alugado há cerca de 14 anos pelo valor mensal aproximado de R$ 17 mil. Aproximadamente R$ 200 mil anuais.























