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Mundo
Terça, 17 de outubro de 2017, 12h52

Bangladesh: em menos de dois meses, MSF atendeu 30 mil refugiados


Foto: Antonio Faccilongo
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Desde 25 de agosto, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) prestou atendimento médico a 30 mil pacientes na área de Cox´s Bazar, em Bangladesh, um número cinco vezes maior do que no mesmo período do ano passado. Nos últimos meses, a região recebeu mais de meio milhão de refugiados Rohingya que fugiram do estado de Rakhine, no vizinho Mianmar. Eles se somaram às 200 mil pessoas procedentes de Mianmar que já haviam cruzado a fronteira bengali.

Os acampamentos informais em que os refugiados se assentaram estão congestionados, sem abrigos nem saneamento adequados. Há necessidade urgente de mais comida e água potável. MSF vem pedindo o aumento da ajuda humanitária na região, e alerta para o risco de uma emergência de saúde pública, caso a situação não melhore logo.

Para fazer frente às necessidades de saúde crescentes em Cox´s Bazar, o número de profissionais de MSF na área passou de 200 para 1 mil, distribuídos em sete projetos médicos. A quantidade diária de pacientes atendidos pela organização passou de 200 em julho último para 2 mil em meados deste mês de outubro. As principais queixas das pessoas atendidas são infecções respiratórias e diarreias, doenças relacionadas às condições de higiene precárias nos acampamentos. Além de oferecer cuidados de saúde, MSF vem distribuindo água potável e realizando atividades de saneamento, como a construção de latrinas.

MSF já atuava na área, onde desde 2009 mantém uma clínica em Kutupalong. O número de leitos para internação nessa clínica foi aumentado de 50 para 70. A unidade está realizando por semana 2.500 consultas ambulatoriais e 1 mil atendimentos na emergência. Uma segunda unidade com enfermaria está em construção em Balukhali, com foco em saúde materno-infantil, e será inaugurada em breve. Além disso, MSF está montando dois postos de saúde e operando clínicas móveis. A organização também pretende abrir mais duas instalações de saúde com capacidade para internação.

Além da resposta médica, MSF construiu 200 latrinas, 25 poços e um sistema de abastecimento de água por gravidade, além de transportar para os assentamentos em caminhões-pipa uma média diária de 100 metros cúbicos de água, retirados do poço que abastece a clínica de Kutupalong. A construção de latrinas e a abertura de poços está sendo feita em coordenação com o Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente e outras instituições.

Em relação à situação em Mianmar, MSF teme que os Rohingya que permanecem no estado de Rakhine sejam forçados a fugir. Os que continuam lá estão sem acesso a ajuda humanitária, incluindo comida e cuidados médicos. Organizações humanitárias internacionais independentes continuam sem permissão para atuar em Rakhine, onde o governo de Mianmar, que é parte do conflito, só autorizou a presença de poucas instituições de ajuda. MSF pede o acesso irrestrito ao estado de Rakhine para a distribuição de ajuda de forma imparcial, para todos em necessidade.

A organização se opõe à ideia de construção de campos para deslocados internos e retornados em Rakhine, que poderiam agravar a separação entre os Rohingya e outras comunidades, dificultando uma solução de longo prazo. 


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