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Mundo
Terça, 13 de fevereiro de 2018, 07h43

Guerra na Síria deixou 59 crianças mortas em janeiro, diz UNICEF


Em janeiro, 83 crianças e adolescentes foram mortos em meio aos confrontos armados em curso no Iraque, Líbia, Palestina, Síria e Iêmen. O conflito sírio foi o mais mortal de todos para meninos e meninas, deixando 59 menores mortos apenas no mês passado. Os números são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que criticou o cenário de insegurança enfrentado por jovens em países do Oriente Médio e Norte da África.

“É simplesmente inaceitável que crianças continuem sendo mortas e feridas a cada dia que passa”, ressaltou o diretor regional do UNICEF, Geert Cappelaere. Lembrando os falecimentos registrados em janeiro, o dirigente afirmou que “essas crianças pagaram o mais alto preço por guerras pelas quais elas não têm absolutamente qualquer responsabilidade”.

No Iêmen, foram verificados 16 óbitos de crianças. O UNICEF continua recebendo relatos diários de novas mortes e agressões. Em Bengazi, na Líbia, um ataque suicida deixou três menores mortos. Outras três crianças morreram enquanto brincavam perto de um explosivo não acionado.

Em Mossul, no Iraque, uma criança morreu ao entrar numa casa que continha uma armadilha. No Território Palestino Ocupado, um garoto foi morto a tiro num vilarejo próximo à cidade de Ramallah. No Líbano, 16 refugiados sírios — entre eles, quatro crianças — morreram congelados enquanto cruzavam a fronteira para fugir da guerra em seu país de origem.

“Nós, coletivamente, continuamos falhando em parar com a guerra às crianças”, criticou Cappelaere. O representante do UNICEF enfatizou que não há justificativa nem motivo para que a comunidade internacional aceite as violações de direitos contra as crianças como um novo normal.

“Nem centenas, nem milhares, mas milhões de crianças no Oriente Médio e no Norte da África tiveram suas infâncias roubadas, foram mutiladas para o resto da vida, traumatizadas, presas e detidas, exploradas, impedidas de ir para a escola e de ter acesso aos serviços mais básicos de saúde, tiveram negado até mesmo o direito de brincar.”

O dirigente enfatizou que a proteção das crianças é “primordial em todas as circunstâncias, conforma o Direito da Guerra”. “Violar esse direito é o crime mais hediondo e coloca em risco o futuro não apenas das crianças”, completou.


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