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Nacional
Quarta, 26 de setembro de 2018, 21h47

Forças Conjuntas combatem ilícitos e crimes ambientais na fronteira Sul


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O Ministério da Defesa realizou, nessa segunda (24) e terça-feira (25), a Operação Ágata Graal, composta por ações conjuntas das Forças Armadas, com o objetivo de testar as estruturas de comando e controle em outros níveis, no combate a ilícitos nacionais e transnacionais, como narcotráfico e contrabando de armas e munições, bem como crimes ambientais.

A operação ocorreu ao longo da faixa de fronteira dos estados de Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC), e contou com o envolvimento da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), além dos órgãos de segurança pública e de fiscalização, como o Departamento de Polícia Federal (DPF), Departamento da Polícia Rodoviária Federal (DPRF) e das Policias Civil e Militar dos estados.

À frente do Comando Operacional Conjunto, o Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich falou sobre os resultados obtidos com a Ágata Graal. “Podemos dizer que chegamos ao nível de controle total da área de operação, bem antes do que imaginávamos. Garantimos que nada está passando ilegalmente, seja por ar, terra ou água”, afirmou.

As atividades da Ágata Graal englobaram ações fluviais, terrestres e aéreas, a fim de contribuir para a redução das ações do crime organizado e das práticas ilícitas nas regiões da fronteira ocidental do país, somando uma área de 3.500 km. A faixa equivale a extensão da fronteira entre os Estados Unidos e o México.

O Chefe do Estado-Maior da Operação Ágata Graal, Coronel André Álvares da Rosa, explica como a força terrestre atuou no combate aos ilícitos. “Atuamos desde a fronteira com a Bolívia, passando pelo Paraguai e Argentina, com ações de bloqueio de estradas, patrulhas e atividades especificas da força terrestre, empregando as Brigadas do Comando Militar do Oeste e do Sul”, disse.

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De acordo com o Chefe de Pessoal do Comando Conjunto da Aérea de Operações, Capitão de Fragata Luís Antonio de Menezes Cerutti, a Marinha do Brasil teve participação fundamental no patrulhamento dos rios, além das inspeções navais na calha do Rio Paraná. “Para o combate dos ilícitos, a Marinha empregou os meios da Delegacia de Guaíra e da Capitania dos Portos de Foz do Iguaçu para fazer esta inspeção naval e mostrar a presença do Estado na fronteira”, disse.

A base das operações ficou em Cascavel (PR), a quase 500 km de Curitiba (PR). Segundo o Comandante da Operação Conjunta, Major-Brigadeiro Mangrich, a cidade está muito bem posicionada. “Ao Sul, temos base em Santa Maria, e ao Norte, temos base em Campo Grande. Faltava um apoio para esta operação no meio do caminho. Nós identificamos aqui uma boa estrutura e boa pista, precisávamos apenas montar uma infraestrutura militar, o que só foi possível com o apoio irrestrito da Diretoria de Administração da Aeronáutica [DIRAD], da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada [15ª BDA INF MEC] e do Comando do 8º Distrito Naval [COM8DN]”, disse.

A operação contou com mais de três mil militares e civis envolvidos. Somou mais de 30 aeronaves de asas fixas e rotativas e 14 embarcações fluviais, além de apoio de viatura e blindados terrestres.

  

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