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Sexta, 23 de novembro de 2012, 12h28

Mostra Cinema e Direitos Humanos pode ser vista até quinta-feira em SP


São Paulo – Depois de 25 anos desaparecido, vítima da ditadura militar, o marido de Vera reapareceu. Ela, entretanto, já tinha sido indenizada pelo governo brasileiro pela perda sofrida. O retorno coincidiu com o dia da mudança de Vera para o novo apartamento, no centro de São Paulo, comprado com o dinheiro da reparação. Essa foi a trama que abriu, ontem (22) à noite, na capital paulista, a sétima edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. O longa-metragem Hoje, de Tata Amaral, foi exibido logo após o curta A Fábrica, de Aly Muritiba.

“A grande novidade do Hoje em relação aos outros filmes feitos no Brasil sobre esse tema é que ele não é um flashback, uma história que acontece no passado. Ele fala da emoção e da vida desses personagens hoje. Depois que tudo passou, o que sobra?”, pergunta a diretora Tata Amaral sobre a película, primeiro longa da mostra que fica em São Paulo até quinta-feira (29).

Os 37 filmes que compõem o circuito poderão ser vistos em dois pontos de exibição: o Cine Sesc e a Cinemateca Brasileira. A programação pode ser vista no site http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2012/sao_paulo.php .

Para a atriz que interpreta a protagonista de Hoje, Denise Fraga, outro diferencial do filme é trazer para a tela os sentimentos mais profundos de quem sofreu nas mãos da repressão. “É um retrato de dentro, íntimo, de alguém que tem essa relação de ódio e amor com o passado. Vontade de esquecer, vontade de lembrar”, explica Denise.

Isso porque, segundo Tata, o longa é, acima de tudo, uma história de amor. “O filme, na realidade, permeia tudo isso que gente está falando, mas é uma história de amor entra a Vera e o Luís. Um reencontro deles, depois de 25 anos”, define.

É feita ainda uma leitura sobre o tratamento histórico dado à ditadura militar no Brasil. “Aqui no Brasil, ao contrário do Chile e da Argentina, nós nunca identificamos nem punimos os torturadores. No entanto, até hoje a tortura é aceita em nossa sociedade. É uma situação que a gente ainda não resolveu. Então, essa situação volta para a gente, a todo momento, como esse marido”, compara a diretora.

É uma reflexão apropriada para o momento, na opinião de Denise Fraga. “Houve uma coincidência muito louca de toda essa história da Comissão da Verdade estar rolando junto com a conclusão do filme. É um retrato íntimo de todas essas pessoas que tiveram a vida em suspensão, que participaram dessa luta contra a ditadura”, diz. 

ABr




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