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Educação
Terça, 16 de maio de 2017, 22h57

Pedagogia da presença atrai alunos de Escolas Plenas


Com 150 alunos matriculados, a Escola Plena Honório Rodrigues de Amorim, em Várzea Grande, é uma das 14 unidades estaduais que passaram a funcionar em tempo integral e que adotaram a pedagogia da presença como um diferencial no ensino. Segundo a equipe gestora, já nos primeiros meses de funcionamento, é possível perceber que os estudantes estão mais participativos e compreensivos.

Laura Cardoso tem 16 anos, é estudante do 2º ano do Ensino Médio e está gostando do que chamou de “nova experiência”. É a primeira vez que ela estuda em período integral. “No fim, passa a ser uma questão de convivência mesmo, a gente passa mais tempo com nossos professores e com nossos colegas”, disse.

O mesmo pensa o colega de sala, Cláudio Henrique Souza, também de 16 anos. “Bastante coisa mudou, a rotina é outra. Melhorou o aprendizado, mas, sem dúvida, melhorou nosso envolvimento uns com os outros. A escola fica mais movimentada. O tempo em que a gente estava em casa, agora ficamos aqui, aprendemos mais sobre tudo e todos”.

Segundo Cláudio, a troca de experiências ficou mais aberta. “Está tudo mais claro. Antes, em meio período, passava rápido. Agora, temos tempo para aprofundar em debates e até para ter uma visão melhor de várias situações”, explicou.

Laura, que quer ser fotógrafa, conta que nunca pensou que faria um curso de fotografia dentro da escola. “Mas, graças às disciplinas eletivas, agora estou fazendo. A gente tem confiança em quem a gente gosta, os professores estão aqui para nos apoiar, os alunos estão mais unidos e tem sido uma experiência muito boa”.

Cláudio e Laura fazem parte do clube “Balaio da Cultura”, criado pelos alunos para divulgar e manter viva as tradições culturais do município. “Especialmente a dança. O Siriri e o Cururu, que são expressões culturais vivas na nossa tradição, danças típicas e antigas, que podem se perder. O clube trata disso”, diz Cláudio.

O engajamento faz parte do incentivo ao protagonismo defendido pelo modelo das Escolas Plenas. Laura conta que nunca havia pensado no significado de ser protagonista. “Sei que tenho que ser educada, que tenho que respeitar. Mas ser protagonista é uma coisa que vai além. É tudo muito novo e que tem mudado minha forma de pensar em casa e na sala de aula”.

Do mesmo lado

Há nove anos atuando na Educação, quatro deles como diretora da Honório Rodrigues, Crisley Fernanda de Oliveira contou que a transição do modelo de ensino foi bastante complicada. “Mas, desde a primeira reunião, abraçamos o modelo por acharmos que melhoraria bastante e melhorou, na verdade. Temos mais pessoas na gestão, isso é bom. Passamos a ter reuniões com rotinas e nos alinhamos”, contou.

Apesar das mudanças, o foco da escola que, segundo ela, é prezar pelo aprendizado e pelo sucesso dos alunos, continua o mesmo. “Isso não mudamos. Agora, a gente sente que os estudantes já mudaram. Estão mais receptivos em relação aos professores, participativos, mais compreensivos com os nossos problemas, não chegam mais cobrando, julgando, mas buscam formas de ajudar a melhorar”.

Para a diretora, essa postura se deve à proximidade dos estudantes com a gestão escolar e também dentro da sala de aula. “Eles conhecem a realidade da escola. Estamos em ângulos diferentes, mas do mesmo lado, por isso tentamos nos alinhar. Eles não querem um professor que enrola dentro da sala, querem que ensine, pois querem aprender”.

O Projeto de Vida, uma das disciplinas eletivas, também mudou a perspectiva dos estudantes. Para a gestora, ele tem despertado o interesse e a preocupação com o que pode acontecer depois que eles saírem da escola.

“Sentia que eles não tinham essa perspectiva de vida. Era terminar ou não o Ensino Médio e só. Mas agora, com a oportunidade que eles têm, sabem que podem ir além. Que podem estudar em uma escola pública e concorrer a uma vaga em uma universidade pública, concorrer a uma vaga para Medicina, Direito, eles passaram a ter essa visão”, finalizou a diretora.

A Escola Plena Honório Rodrigues de Amorim conta com oito salas de aula, uma biblioteca e uma sala de informática. A instituição está localizada no Bairro Cohab Dom Orlando Chaves, na rua 14, quadra 22. Mais informações sobre novas matrículas podem ser obtidas pelo telefone (65) 3685-0029. 


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