NIB completa 1 ano com R$ 3,4 trilhões de investimentos e crescimento industrial

publicidade

  • R$ 1,2 trilhão de investimentos públicos, incluindo R$ 507 bilhões do Plano Mais Produção para financiamento de ações da neoindustrialização até 2026

  • R$ 2,2 trilhões de investimentos anunciados pelo setor produtivo

  • Plano Mais Produção já aprovou R$ 384 bilhões em 2023 e 2024

  • 3,7% de crescimento da indústria de transformação em 2024

  • Anúncio das metas e das cadeias prioritárias da Missão 6

A Nova Indústria Brasil (NIB) completa um ano impulsionando a indústria nacional, com avanços expressivos em investimentos, inovação e geração de empregos, em uma parceria entre governo federal, sociedade civil e setor produtivo. Ao todo, são R$ 3,4 trilhões em investimentos públicos e privados, nos segmentos da agroindústria, automotivo, bioeconomia e energia renovável, construção civil, indústria da saúde, papel e celulose, siderurgia e defesa, aero e nuclear.

Lançada em 22 de janeiro de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, a política industrial já apresenta avanços significativos, como crescimento de 3,1% da produção industrial, de 9,1% do setor de bens de capital, de 3,5% do setor de bens de consumo, sendo de 10,6% de bens de consumo duráveis.

“Os resultados do primeiro ano da NIB demonstram o compromisso do governo com a neoindustrialização do país”, afirma o ministro Geraldo Alckmin. “Consolidamos as bases para o Brasil ter uma indústria mais forte, inovadora, competitiva e exportadora, que gera empregos e renda para os brasileiros. Já estamos colhendo os frutos desse trabalho, realizado com muito diálogo e engajamento do governo, setor produtivo e trabalhadores”, ressalta Alckmin.

Do total, R$ 1,2 trilhão é de investimento público, incluindo recursos do Plano Mais Produção (P+P), braço de financiamento da NIB, do Mover e de programas alinhados, como o Novo PAC e o Plano de Transformação Ecológica. 

Já o setor produtivo anunciou R$ 2,2 trilhões para o fortalecimento da produção nacional nos próximos anos. 

Na cerimônia de 1 ano da NIB, também serão apresentadas as novas metas e as cadeias prioritárias da Missão 6 da NIB, relativa a tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais. Além disso, no evento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vão assinar contratos para o financiamento de projetos inovadores da Embraer. 

Crédito para o desenvolvimento industrial

Com a mobilização de instituições financeiras, o Plano Mais Produção – considerado um dos grandes avanços da NIB – alavancou R$ 507 bilhões para projetos industriais até 2026.  Para se ter ideia dos ganhos que a Nova Indústria Brasil vem tendo, no último ano o P+P registrou um aumento de recursos em 69%, na comparação do total previsto com os R$ 300 bilhões anunciados no dia do lançamento da NIB, em janeiro de 2024. Esse salto é resultado da participação dos novos parceiros Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, que se juntaram ao BNDES, à Finep e à Embrapii no financiamento da política industrial. 

Vale destacar que, do total dos investimentos, R$ 384,4 bilhões já foram aprovados entre 2023 e 2024. 

Para financiar projetos inovadores, como produção de motores elétricos mais eficientes e fábricas de medicamentos, o P+P conta com o Mais Inovação Brasil. Essa linha de financiamento conta com R$ 80 bilhões da Finep, do BNDES, da Embrapii e do BASA, com recursos reembolsáveis e não reembolsáveis.

A NIB também agrega diversas iniciativas para estimular a indústria nacional, a exemplo do programa Brasil Mais Produtivo, que destina R$ 2 bilhões para transformação digital de micro, pequenas e médias indústrias; o Mover (Mobilidade Verde e Inovação), que estimula a sustentabilidade na cadeia automotiva; e o Depreciação Acelerada, para renovação do parque industrial brasileiro.

Leia Também:  Portos públicos da região Sul movimentam 9,9 milhões de toneladas em maio

Indicadores reforçam bom ano da indústria

Alguns indicadores demonstram a força do primeiro ano da NIB. Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), o Brasil saltou 30 posições no ranking global de produção industrial, passando da 70ª para a 40ª posição.

A indústria nacional alcançou 83% de utilização da capacidade instalada. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o maior índice dos últimos 13 anos. 

Além disso, a geração de novos empregos na indústria cresceu 146% em 2024, na comparação com o ano anterior. Desse total, 28,8% das vagas foram ocupadas por jovens entre 18 e 24 anos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. 

Melhoria do ambiente de negócios

A NIB é resultado do fortalecimento do diálogo entre o governo e o setor produtivo por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). “A participação ativa da sociedade civil na construção e na execução da política industrial é fundamental para o sucesso da NIB”, destaca o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços e secretário executivo do CNDI, Uallace Moreira. 

Além das linhas de crédito, a NIB articula diversos instrumentos de Estado para reverter a desindustrialização precoce do país, como a política de obras e compras públicas, com incentivos ao conteúdo local, para estimular o setor produtivo em favor do desenvolvimento do país, além de ações regulatórias, de propriedade intelectual, e de redução do custo Brasil, 

A NIB atua na melhoria do ambiente de negócios, com medidas de desburocratização e redução de custos, como o Portal Único do Comércio Exterior. Para dar mais transparência, o MDIC lançou plataformas estratégicas como o Observatório da Redução do Custo Brasil e o InvestVis.

Nos próximos anos, a NIB continuará investindo em áreas estratégicas, com o objetivo de alcançar as metas das seis missões da NIB e adensar as cadeias produtivas prioritárias anunciadas pelo governo federal.

 

R$ 2,24 trilhões de investimentos privados 

  • R$ 1,06 trilhão – construção civil 

  • R$ 100,7 bilhões – TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação)

  • R$ 130 bilhões – automotivo 

  • R$ 296,7 bilhões – agroindústria 

  • R$ 100 bilhões – aço

  • R$ 105 bilhões – papel e celulose 

  • R$ 380 bilhões – bioeconomia e energia renovável 

  • 39,5 bilhões – indústria da saúde 

  • R$ 33,1 bilhões – defesa, aero e nuclear

Missões da NIB

Missão 1 – Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética

Metas

  • Promover o crescimento do PIB Agroindústria em até 3% ao ano, de 2024 a 2026; e em até 6%, ao ano, de 2027 a 2033. 

  • Ampliar a mecanização da agricultura familiar para 28% em 2026 e para 35% em 2033.

  • Ampliar a tecnificação da agricultura familiar para 43% em 2026 e para 66% em 2033, incentivando o suprimento do mercado por máquinas e equipamentos nacionais, com promoção do desenvolvimento regional.

Cadeias Produtivas Prioritárias

  • Agricultura de precisão (drones)

  • Máquinas agrícolas e suas partes e componentes

  • Fertilizantes e biofertilizantes

Investimento

R$ 546,7 bilhões

R$ 250,3 bilhões público

R$ 296,4 bilhões privado

 

Projetos relacionados

– Programa Mais Alimentos

– Estratégia Nacional para o Desenvolvimento da Agroindústria Sustentável

 

Missão 2 – Complexo econômico industrial da saúde resiliente para reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso à saúde

 

Leia Também:  Conselho de Recursos analisa mais de 2 milhões de processos entre 2023 e 2025

Metas

  • Produzir no País, 50% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde em 2026, e 70% em 2033.

Cadeias Produtivas Prioritárias

  • Medicamentos e princípios ativos biológicos

  • Vacinas, hemoderivados e terapias avançadas

  • Dispositivos médicos (equipamentos médicos)

Investimento

R$ 59,2 bilhões

R$ 19,7 bilhões público

R$ 39,5 bilhões privado

 

Projetos relacionados

– Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde

 

Missão 3 – Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e o bem-estar nas cidades

Metas

  • Contratar 2 milhões de moradias pelo Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), dos quais 500 mil com fornecimento de energia renovável (painéis fotovoltaicos) até 2026, e 6,9 milhões moradias (1,4 milhão com painéis fotovoltaicos) até 2033. 

  • Aumentar a participação de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) com baterias nacionais na comercialização de veículos novos para 3% em 2026 e para 33% em 2033.

Cadeias Produtivas Prioritárias

  • Sistemas de propulsão

  • Baterias elétricas

  • Trens e suas partes e componentes

Investimento

R$ 1,6 trilhão

R$ 606 bilhões público

R$ 1,06 trilhão privado

 

Projetos relacionados

– Minha Casa, Minha Vida

– Estratégia BIM BR

 

Missão 4 – Transformação digital da indústria para ampliar a produtividade

Meta

  • Transformar digitalmente 25% das empresas industriais brasileiras em 2026, e 50%, em 2033, assegurando a participação da produção nacional nos segmentos de novas tecnologias.

Cadeias Produtivas Prioritárias

  • Semicondutores

  • Robôs industriais

  • Produtos e serviços digitais avançados

  • Audiovisual

 

Investimento

R$ 240,4 bilhões

R$ 139,7 bilhões público

R$ 100,7 bilhões privado

 

Projetos relacionados

– Novo Padis

– Brasil Mais Produtivo

– Lei da Informática

– Brasil Semicon

 

Missão 5 – Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações

Metas

  • Promover a indústria verde, reduzindo a intensidade de emissões de gases de efeito estufa por unidade de produto em consonância com as metas setoriais do Plano Clima e ampliando a participação de biocombustíveis e elétricos na matriz energética de transportes em 27% em 2026 e em 50% em 2033

  • Aumentar o uso tecnológico e sustentável da biodiversidade em 10% até 2026 e em 30% em 2033.

Cadeias Produtivas Prioritárias

  • Novas fontes de energia (SAF – Combustível Sustentável de Aviação, diesel verde, hidrogênio)

  • Equipamentos de energia verde (aerogeradores e painéis fotovoltaicos)

  • Descarbonização da indústria de base (cimento e aço sustentáveis)

 

Investimento

R$ 805,8 bilhões

R$ 90,5 bilhões público

R$ 715,3 bilhões privado

 

Projetos relacionados

– Combustível do Futuro

– Minhas Casa, Minha Vida (Painéis fotovoltaicos)

– Novo PAC

– Mover

 

Missão 6 – Tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais

Metas

  • Promover a indústria verde, reduzindo a intensidade de emissões de gases de efeito estufa por unidade de produto em consonância com as metas setoriais do Plano Clima, e em 2026,  ampliando a participação de biocombustíveis e elétricos na matriz energética de transportes em 27% em 2026 e em 50% em 2033

  • Aumentar o uso tecnológico e sustentável da biodiversidade em 10% até 2026 e em 30% em 2033.

Cadeias Produtivas Prioritárias

  •  Satélites

  • Veículos lançadores

  • Radares

Investimento

R$ 112,9,9 bilhões

R$ 79,8 bilhões público

R$ 33,1 bilhões privado

 

Projetos relacionados

– Combustível do Futuro

– Minhas Casa, Minha Vida (Painéis fotovoltaicos)

– Novo PAC

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade