Ministro Márcio Macedo visita Cozinha Solidária em Sergipe: “Iniciativa de grande importância social”

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Aproximar a Secretaria-Geral da Presidência da República das iniciativas de combate à fome e de promoção da segurança alimentar. Foi com esse propósito que o ministro Márcio Macedo participou, nesta sexta-feira (6), em Aracaju (SE), de dois importantes eventos voltados à oferta de alimentação gratuita e de qualidade para populações em situação de vulnerabilidade social.

Pela manhã, o ministro esteve presente na Oficina de Cozinhas Solidárias de Sergipe, espaço de diálogo e troca de experiências entre representantes das cozinhas já em funcionamento e gestores públicos.

Márcio Macedo destacou o papel estratégico das Cozinhas Solidárias“Estou rodando o Brasil e visitando as Cozinhas Solidárias por onde passo. Essa é uma das políticas públicas do nosso governo. Ela surgiu a partir da ação dos movimentos sociaisMTST, MST, CMP e muitos outrosdurante a pandemia, para ajudar as pessoas mais vulneráveis. Quando chegamos ao governo, trabalhamos para que isso se tornasse política pública. Levamos a ideia ao presidente Lula, tratamos com o Ministério do Desenvolvimento Social e, hoje, já temos mais de mil cozinhas habilitadas em funcionamento no país, além de outras 700 em processo de habilitação. É um marco importantíssimo”, afirmou.

Em Aracaju, já são sete cozinhas em funcionamento com o apoio do governo federal. No total, o estado de Sergipe conta com 17 cozinhas habilitadas, reforçando o compromisso com o enfrentamento da fome e a promoção da dignidade.

O superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Janderson Maués, falou sobre a capacitação das Cozinhas Solidárias por meio das oficinas“São 77 Cozinhas Solidárias mapeadas em Sergipe. Destas, apenas 17 estão habilitadas. Então, fizemos esta oficina para capacitar todos, para que sejam habilitados a receber recursos e doações do PAA da Conab. Os representantes das cozinhas sairão daqui sem dúvidas, aptos a fazer o cadastro no MDS, para que este programa possa crescer cada vez mais com essa política tão importante de combate à fome”, apontou.

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A secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, Izadora Brito, também destacou o papel da sociedade civil na construção da política“A gente vem participando da construção dessa política pública desde a apresentação do projeto de lei, que depois foi sancionado pelo presidente Lula. Desde então, nos reunimos com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e, hoje, integramos o comitê de assessoramento da política. É uma das políticas que a gente acompanha mais de perto, inclusive em seus desdobramentos, como é o caso das Cozinhas Solidárias Sustentáveis, uma parceria com a Itaipu Binacional”, ressaltou.

SEGUNDA VISITA

A segunda visita foi à Cozinha Solidária Recanto Camponês, recém-habilitada pelo programa do governo federal. O ministro conheceu o funcionamento do trabalho e dialogou com integrantes dos movimentos sociais, a exemplo do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) e do Movimento Camponês Popular (MCP), que atuam junto à cozinha.

Macêdo destacou a importância da iniciativa no fortalecimento das políticas de segurança alimentar e na proteção social de populações vulneráveis. Ele ressaltou o diferencial do trabalho realizado no local“Então, a ideia é que esse programa sirva como um dos programas dessa rede de proteção à pessoa humana e de segurança alimentar. Aqui é uma cozinha que eu queria visitar, e estou aqui encontrando um plano, porque eles têm uma coisa interessante, peculiar: eles produzem a comida aqui e fazem busca ativa das pessoas que estão em situação de dor, que estão precisando se alimentar”, destacou.

O ministro também ressaltou que as Cozinhas Solidárias não são somente espaços de distribuição de alimentos, mas também ambientes de formação, diálogo e qualificação social. Segundo ele, o processo de capacitação é essencial para garantir o acesso aos benefícios e deve ser tratado com seriedade“Então, isso é outra coisa importante, porque as Cozinhas Solidárias viram ambientes de diálogo, de formação, de convivência das comunidades. Das mães que, muitas vezes, deixam seus filhos com outras pessoas, e aquele é o nosso horário de diálogo. Tem um processo de capacitação para que possam ter acesso aos benefícios, cumprir todos os requisitos. Então, como diria o povo, isso tem que ser tratado com muita seriedade. E a turma é muito organizada, rapaz!”, afirmou.

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Ana Maria, dirigente do Movimento Camponês Popular, destacou a união entre campo e cidade na produção de alimentos saudáveis e no fortalecimento da organização popular“É, cheio da moda! Esse trabalho aqui na Oficina do Campo Campeonês é uma iniciativa do Movimento Camponês Popular, em parceria com o MOTU – o Movimento Organizado de Trabalhadores Urbanos. Então, campo e cidade se unem aqui nesse espaço para produzir alimento de verdade, vindo dos nossos camponeses e camponesas. Tem gente envolvida há onze, nove, cinco, sete anos… E tudo isso vira comida, né? Se transforma em alimento”, atestou.

Para Antônio Carlos, dirigente do MCP, o recurso que ainda vai chegar representa não só apoio, mas também valorização do campo e da produção camponesa“Sim, vai chegar. E a importância de um projeto como esse é que ele também valoriza o campo. A agricultura camponesa está lá, muitas vezes, em uma situação difícil. Mas, dentro desse contexto, o agricultor ganha, porque seu produto é valorizado. Ele já sabe para onde vai sua produção”, finalizou.


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Fonte: Secretaria-Geral

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