Ministério da Cultura participa da Marcha das Mulheres Indígenas e avança no debate sobre marco legal de propriedade intelectual coletiva

Foto: Victor Vec/ MinC

publicidade

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Direitos Autorais e Intelectuais (SDAI), marca presença na 3ª edição da Marcha das Mulheres Indígenas, realizada de 2 a 8 de agosto em Brasília (DF), fortalecendo o diálogo sobre a proteção de conhecimentos e expressões tradicionais de povos indígenas e comunidades tradicionais.

Durante o evento, a equipe da SDAI percorreu todos os eixos temáticos da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, apresentando a proposta do marco legal de proteção à propriedade intelectual coletiva e convidando as participantes para os seminários territoriais de consulta, que começam em setembro. No Eixo 5, “Educação e Transmissão de Saberes Ancestrais”, o MinC fez uma fala sobre a importância da preservação desses conhecimentos, reforçando a participação ativa das mulheres indígenas no processo legislativo.

Além das discussões, a Pasta manteve um estande temático ao longo de toda a programação, com distribuição de materiais, orientações sobre a Política Nacional de Artes e Cultura dos Povos Indígenas (PNAB) e o Programa Cultura Viva. A ação integra o processo de construção de um marco regulatório inédito no país para a proteção de conhecimentos tradicionais, expressões culturais e expressões da cultura popular, um diálogo que respeita as diretrizes da Convenção 169 da OIT e atende a demandas históricas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Leia Também:  Alagoas terá 16 novos peritos médicos nas Agências da Previdência Social

“Estamos falando de um projeto de lei inédito no Brasil, construído de forma coletiva, com base no diálogo com os detentores desses saberes. É um passo essencial para reconhecer e proteger o patrimônio imaterial das culturas indígenas e tradicionais contra usos indevidos e sem consentimento”, afirmou Marcos Souza, secretário de Direitos Autorais e Intelectuais do MinC.

A proposta prevê mecanismos de consentimento livre, prévio e informado, repartição de benefícios em casos de uso comercial, respeito a conhecimentos secretos e sagrados e a criação de um cadastro público facultativo que possa valorizar e reconhecer oficialmente esses saberes.

As discussões sobre o tema já vêm ocorrendo desde 2012, com avanços expressivos a partir de 2023, quando foi criado um Grupo de Trabalho interno no MinC para elaborar a proposta inicial. Em 2024, os diálogos foram ampliados para outros ministérios e instâncias, com apoio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC).

A próxima etapa será a realização de seminários territoriais em dez cidades brasileiras, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santarém, Manaus, Macapá, São Luís, Salvador, Recife e Campo Grande, além de uma consulta pública online, garantindo a participação ampla da sociedade.

Leia Também:  Ministério de Portos e Aeroportos reafirma compromisso por passagens mais acessíveis e serviço aéreo de qualidade

“Queremos construir um instrumento legal que respeite a diversidade dos modos de vida e dos conhecimentos tradicionais, promovendo justiça cultural e fortalecendo a soberania dos povos sobre seus saberes”, concluiu Souza.

 

Fonte: Ministério da Cultura

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade