Cachoeira (BA) – Na festa Boa Morte, Anielle Franco valoriza a cultura e a liberdade religiosa

Foto: Claudio kbene

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A ministra da igualdade racial, Anielle Franco, do lado de primeira-dama Janja da Silva e as ministras Margareth Menezes (Cultura) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos e da Cidadania) participaram, nessa sexta-feira (15), da Festa da Boa Morte 2025, realizada em Cachoeira, no Recôncavo Baiano.  

A festa cultural, social e inter-religiosa exalta as representantes da Irmandade da Boa Morte, provedora das celebrações e festejos. Na ocasião, o Ministério da Igualdade Racial concedeu à Irmandade da Boa Morte, o Título de Promotora da Igualdade Racial. 

Depois quatro dias de compromissos no Nordeste, nos estados de Pernambuco, Alagoas, encerrando na Bahia, a comitiva do governo federal fez diálogos com mulheres e entregou políticas públicas de direitos quilombolas, empreendedorismo feminino, juventude negra, povos de terreiro, cultura, entre outras. 

Na cerimônia de encerramento da agenda, a ministra Anielle Franco, formalizou com municípios baianos, mais duas assinaturas de políticas públicas executadas pelo MIR voltadas para o fortalecimento de ações de igualdade racial no âmbito estadual e municipal e de garantia de direitos, promoção da cultura, memória de terreiros, bem como o enfrentamento do racismo religioso 

Adesão ao Sinapir A primeira assinatura, formalizada em parceria com prefeitura de Cachoeira, foi a adesão do município ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR). No ato da assinatura, a prefeita Eliana Gonzaga representou também outros 13 municípios baianos que agora também fazem parte dos entes federativos contemplados pelo Sinapir. São eles: Boninal ,Camamu, Araçás, Castro Alves, Candeias, Santa Bárbara, Ouriçangas,  Maracás, Muquém do São Francisco, Aratuípe, Antônio Cardoso, Abaíra e Nova Redenção. 

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Adesão a Política de Terreiros – Conhecida como a cidade que lutou pela independência do Brasil na Bahia, Cachoeira, aderiu ainda à Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e Matriz Africana que tem por finalidade promover medidas intersetoriais para a garantia dos direitos dos povos e das comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana, com base no reconhecimento, no respeito e na valorização da cultura e da memória dos afrodescendentes e  superação do racismo. 

Emocionada, a ministra Anielle Franco destacou o compromisso do MIR na execução das políticas públicas de promoção da igualdade racial previstas no plano inicial de governo com transparência, investimentos e participação social com o propósito de consolidar um projeto político justo e democrático para todo país. 

Em dois anos e oito meses que a gente tem percorrido esse país, com a missão de deixar um lugar mais seguro para todos, é para que as pessoas entendam que igualdade racial faz com que o Brasil seja mais democrático e mais diverso. Hoje, eu declaro aqui junto de cada uma de vocês, a minha honra e orgulho de caminhar ao lado dessas mulheres incríveis. Que o dia de hoje fique marcado nesse país. A democracia é feminina e negra e virá pelas nossas mãos”, ressalta. 

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Na ocasião, também foram realizadas as entregas da placa de reconhecimento dos promotores da igualdade racial, da Ordem do Mérito Cultural, placa Funarte e anúncio do PAC Seleções para o projeto de restauro da Casa do Samba de Roda de Dona Dalva e a entrega da placa de tombamento como patrimônio cultural brasileiro para Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê 

Irmandade da Boa Morte – Criada no século XIX por mulheres negras daomeanas libertas, a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte nasceu como um espaço de devoção, solidariedade e luta pela liberdade, marcada por uma promessa à Virgem Maria pela abolição da escravidão. Ao longo dos anos, a festa se tornou uma das manifestações religiosas e culturais mais importantes do Brasil, símbolo de resistência e afirmação da presença negra na história nacional. 

Fonte: Ministério da Igualdade Racial

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