MDHC destaca protagonismo e defesa dos direitos das pessoas com deficiência durante sessão no Senado

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), participou nesta segunda-feira (22) da sessão especial no Plenário do Senado Federal em celebração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. O encontro reuniu ativistas, parlamentares e especialistas para debater avanços e desafios na promoção de direitos, com destaque para a regulamentação da Avaliação Biopsicossocial.

A secretária-executiva do MDHC, Janine Mello, destacou a relevância da data como marco de cidadania e reafirmou o compromisso do governo federal. “O 21 de setembro é um marco de luta e de afirmação da cidadania. A Avaliação Biopsicossocial é essencial para assegurar a correta aplicação da legislação e orientar políticas públicas de inclusão”, afirmou.

A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella, reforçou a necessidade de políticas intersetoriais para enfrentar o capacitismo e transformar realidades sociais.“As pessoas com deficiência ainda enfrentam os piores indicadores sociais e econômicos, agravados quando o capacitismo se soma ao racismo, à aporofobia e à LGBTfobia, por exemplo. Deficiência não é doença, mas ainda está no imaginário popular como algo a ser corrigido. O que vulnerabiliza não é o corpo diverso, e sim as barreiras sociais que limitam direitos e oportunidades. A Avaliação Biopsicossocial é um instrumento para garantir inclusão, superar o capacitismo e consolidar políticas públicas efetivas”, destacou.

Instituído pela Lei nº 11.133/2005, celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi originalmente proposto pelo senador Paulo Paim. Como presidente da sessão, ele ressaltou que a data é momento de reflexão e destacou a centralidade da avaliação“Hoje as esperanças residem na regulamentação da avaliação biopsicossocial. São cerca de 30 políticas públicas que serão impactadas por essa avaliação”, ressaltou.

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Avaliação Biopsicossocial

Prevista na Lei Brasileira de Inclusão, a Avaliação Biopsicossocial define a deficiência como o resultado da interação entre impedimentos do corpo e barreiras sociais, ambientais e psicológicas. Para viabilizar sua implementação, o governo federal criou, em 2023, um Grupo de Trabalho encarregado de desenvolver uma metodologia unificada. A iniciativa incluiu a realização de projetos-piloto no Piauí e na Bahia, em parceria com a Fiocruz, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Banco Mundial, além da oferta de cursos de capacitação para profissionais da Ebserh. Também foi conduzido um estudo de impacto orçamentário em colaboração com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o Ministério do Planejamento e Orçamento e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Servidor da SNDPD, Hisaac Alves de Oliveira compartilhou experiência pessoal e reforçou a relevância da iniciativa: “O diagnóstico médico por si só não traduz nossa realidade. A avaliação puramente médica não enxerga nossas potencialidades. A Avaliação Biopsicossocial considera as barreiras do dia a dia e é isso que deve orientar as políticas públicas. Enquanto gestores, precisamos garantir que seja implementada de forma segura e responsável, como instrumento de reconhecimento de direitos e de inclusão, e não de exclusão”.

Com a conclusão dos trabalhos em 2024, o Grupo de Trabalho apresentou seu relatório final, disponível no portal do MDHC. Como desdobramento recente, a ministra Macaé Evaristo assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para implementar a Avaliação Biopsicossocial no Poder Judiciário. A iniciativa prevê apoio técnico e capacitação para a identificação de pessoas com deficiência no quadro funcional da Justiça, além da consolidação da política de acessibilidade com base no Instrumento de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBr-M).

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Inclusão no mercado de trabalho

Representando o Ministério do Trabalho, Lailah Vilela destacou que mais de 537 mil pessoas com deficiência foram contratadas entre 2009 e 2024, mas ainda há cerca de 445 mil vagas a serem preenchidas no cumprimento da Lei de Cotas. Segundo ela, é urgente fortalecer a fiscalização e eliminar barreiras atitudinais que restringem a inclusão. “Precisamos ampliar o número de auditores fiscais para intensificar a inclusão e impedir que a falta de acessibilidade arquitetônica, de comunicação e de informação seja usada como justificativa para a exclusão. A grande barreira ainda é atitudinal”, alertou.

A sessão contou ainda com o depoimento de Maria Clara Israel, servidora da Câmara Legislativa do Distrito Federal e pessoa com síndrome de Down, que compartilhou sua trajetória de inclusão e “defendeu que a sociedade reconheça o potencial das pessoas com deficiência”.

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Texto: M.C.M.

Edição: G.O.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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