MDHC celebra os 40 anos da Declaração “A Promessa da Paz Mundial”: “Pautar direitos humanos também é promover a paz”

(Foto: Antonio Araujo/Câmara dos Deputados)

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, na última terça-feira (14), da audiência pública em homenagem aos 40 anos da Declaração “A Promessa da Paz Mundial”, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados. O MDHC foi representado pela chefe da Assessoria Especial de Participação Social e Diversidade, Anna Karla Pereira.

O encontro reuniu autoridades, representantes da sociedade civil, estudiosos e lideranças sociais para refletir sobre a relevância e a atualidade do documento, publicado em 1985 pela Casa Universal de Justiça, órgão máximo da comunidade Bahá’í, — uma tradição religiosa mundial fundada no século XIX, que tem como princípios a unidade da humanidade, a igualdade entre mulheres e homens, a harmonia entre ciência e religião e a promoção da paz global por meio da justiça e da cooperação entre os povos.

Reflexão atual

(Foto: Antonio Araujo/Câmara dos Deputados)
(Foto: Antonio Araujo/Câmara dos Deputados)

Elaborada há quatro décadas, “A Promessa da Paz Mundial” propõe uma visão abrangente sobre a construção da paz a partir da superação das violências estruturais — sejam raciais, de gênero ou sociais — e do enfrentamento às desigualdades e ao nacionalismo exacerbado.

Para Anna Karla Pereira, o texto segue profundamente atual e necessário. “Essa mensagem ainda se faz urgente nos dias de hoje. É um convite a compreender que a paz não é apenas ausência de guerra, mas presença de justiça social, equidade, solidariedade e respeito à diversidade humana”, afirmou.

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A representante do MDHC destacou o papel do Estado e da sociedade na promoção de políticas públicas que cultivem o diálogo, a escuta e o reconhecimento das diferenças. “Cada política de inclusão e respeito é uma promoção da paz. Quando o ministério pauta a proteção de crianças e adolescentes, os direitos da população LGBTQIA+, a memória e a verdade, estamos também promovendo a paz”, ressaltou.

Durante sua fala, Anna Karla ainda lembrou que a paz deve ser construída também no cotidiano, a partir de gestos, atitudes e decisões políticas baseadas na empatia e na escuta. “A verdadeira paz começa no coração humano e não se opõe à ação política. É preciso que haja sentimento nas coisas que fazemos, inclusive nas políticas públicas”, destacou.

Ela também citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de liderança movida por empatia e compromisso social. “O presidente Lula sempre diz que veio da fome e que é a partir desse sentimento que ele enfrenta a fome no país. Isso mostra que desumanizar a política não é o caminho; o caminho é humanizar as ações e decisões”, completou.

Ao encerrar sua participação, a chefe da assessoria reforçou o compromisso do ministério com a promoção da paz e com a cooperação entre Estado e sociedade civil. “Estamos de portas abertas para a comunidade Bahá’í e para todos os cidadãos e cidadãs que acreditam em um Brasil de justiça, diversidade e oportunidade. Promover a paz é reconhecer as vozes e esperanças que constroem o nosso país todos os dias”, afirmou.

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Unidade e esperança

Autor do requerimento da audiência, o deputado Luiz Couto destacou a importância do documento como referência ética e espiritual. “’A Promessa da Paz Mundial’ nos lembra que a paz não se constrói apenas com tratados, mas com uma profunda transformação das relações humanas, sociais e políticas”, disse.

O parlamentar ressaltou que, embora o Brasil não viva um conflito armado, enfrenta altos índices de violência e desigualdade. “Somos uma nação que vive entre a ausência de guerra e a ausência de paz. Precisamos transformar a promessa em realidade, fortalecendo os laços de unidade, de amor e de respeito à vida”, concluiu.

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Texto: E.G.

Edição: F.T.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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