Quem Acelera o Amapá: açaí ganha impulso com transformação de cadeia produtiva

Açaí que nasce da floresta também gera renda, oportunidades e futuro para centenas de famílias amazônicas (Foto: Acervo pessoal)

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Brasília (DF) – Engenheiro florestal por formação e produtor de açaí por vocação, Amiraldo Picanço trabalha há 17 anos com o fruto que se tornou símbolo da economia amazônica. Ele iniciou sua trajetória capacitando produtores em manejo de açaizais, compartilhando conhecimento técnico. A experiência deu tão certo, que passou também a produzir para sustento próprio, sempre focado na produtividade aliada à preservação da floresta.

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Amiraldo transformou conhecimento em renda

Ao perceber o potencial econômico do açaí e as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores — como a venda isolada, sem escala e com baixa agregação de valor — Amiraldo passou a incentivar a organização produtiva. A união dos trabalhadores foi o ponto de virada que resultou na criação de uma cooperativa. “Eu iniciei capacitando os produtores em manejo de açaizais. Sempre acreditei que, com organização e conhecimento técnico, a gente poderia transformar a realidade das famílias”, relembra.

Hoje, a cooperativa gera mais de 60 empregos diretos e mais de 500 indiretos. O açaí se consolidou como principal fonte de renda para centenas de famílias da região, garantindo até novas perspectivas para as próximas gerações. “O que antes parecia distante, como ter filhos na universidade, hoje é realidade. O açaí transformou a minha vida e a vida de muitas famílias”, afirma.

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A mudança começou a ganhar escala em 2017, quando os produtores decidiram comercializar o fruto de forma organizada. “Quando fizemos a primeira venda com volume, vimos o potencial que o açaí tinha. Organizados, conseguimos buscar mercados que pagassem melhor”, explica. Atualmente, cada produtor da cooperativa alcança, em média, 10 toneladas de fruto por safra.

Rotas de Integração Nacional

O programa Rotas de Integração Nacional, é uma estratégia do MIDR voltada a impulsionar o desenvolvimento regional a partir da organização de cadeias produtivas já existentes nos territórios brasileiros. A iniciativa conecta produtores, associações, cooperativas e pequenos empreendedores, promovendo acesso a crédito, capacitação, inovação e mercados, com foco na geração de renda e inclusão produtiva.

Atualmente, o programa Rotas de Integração Nacional conta com 13 rotas em todo o Brasil, organizadas a partir de diferentes cadeias produtivas estratégicas. Além destas cadeias principais, o governo apoia setores complementares através de eixos estratégicos, como as frentes de Turismo, Logística e Madeira e Móveis. A execução ocorre através dos Polos, que funcionam como a base operacional do programa.

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Acelera Amapá

O Rotas de Integração Nacional faz parte do Acelera Amapá, uma iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) que combina qualificação profissional, acesso ao crédito, inovação e desenvolvimento sustentável. O programa amplia o acesso ao crédito por meio do microcrédito “Pertinho da Gente”, fortalece as Rotas de Integração Nacional presentes no estado — moda, mel, açaí, pescado e bioeconomia — além de oferecer, em parceria com o Instituto Federal do Amapá (IFAP), cursos de capacitação profissional. A proposta é preparar a população para um novo ciclo econômico no Amapá, conectando educação, produção local e oportunidades concretas de geração de renda.


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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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