MDA e Embrapa levam o Projeto Sisteminha Comunidades para territórios quilombolas e indígenas da região nordeste

Foto: Aline Aguiar, Ascom SETEQ/MDA

publicidade

Um grupo de produtores e produtoras quilombolas com cestas repletas de alimentos como milho, mandioca, abóbora, melancia, pinha, feijão, abriu a cerimônia do I Festival Sisteminha Comunidades, que aconteceu no dia último dia 1° de maio, no Quilombo São Martins, localizado no município de Paulistana (PI). O evento marcou a entrega oficial do projeto Sisteminha Comunidades, iniciativa da Embrapa Maranhão e da Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SETEQ/MDA) para levar tecnologia de produção de alimentos para comunidades de Povos e Comunidades Tradicionais.

O festival contou com a presença do secretário nacional de territórios e sistemas produtivos quilombolas e tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, do chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, dos chefes-adjuntos de transferência de tecnologia, Guilhermina Cayres (Embrapa Maranhão) e Reginaldo Paes (Embrapa Semiárido), do pesquisador Luiz Guilherme, responsável pelo desenvolvimento do Sisteminha e do engenheiro agrônomo da SETEQ, Carlos Ansarah.

O Sisteminha é uma tecnologia social desenvolvida pela Embrapa que integra até 15 diferentes módulos que operam de forma sinergética para produzir alimentos saudáveis e com maior diversidade em pequenas áreas, assegurando segurança alimentar e nutricional e geração de renda para as famílias. O Projeto Sisteminha Comunidades – Povos Tradicionais adaptou essa tecnologia para atender um conjunto de comunidades quilombolas e indígenas da região Nordeste com a instalação de 200 Sisteminhas compostos de cinco módulos: piscicultura, postura, compostagem, minhocultura e produção vegetal.

Leia Também:  Agro-Sol Sementes aposta em dias de campo personalizados para apoiar produtores

O objetivo do Sisteminha Comunidades é levar a infraestrutura e os conhecimentos necessários para ampliar a produção de alimentos saudáveis para Povos e Comunidades Tradicionais, para garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias e a geração de renda por meio da venda do excedente da produção.

Além disso, o Sisteminha também permite a atuação coletiva na comunidade, por meio da formação de multiplicadores do projeto que atuam tanto na gestão dos módulos de produção, quanto na organização de feiras e na venda de alimentos para os programas do Governo do Brasil.

O quintal da Maria Francisca Pereira, no Quilombo São Martins, é uma demonstração do sucesso do projeto Sisteminha Comunidades. São cerca de quatrocentos metros quadrados de área ocupada pelo tanque de produção de tilápias, o galinheiro e uma grande variedade de alimentos brotando da terra. Milho, mandioca, feijão, mamão, pimenta, banana, hortaliças, plantas medicinais, temperos. Alimentos saudáveis que a Francisca usa para alimentar a família, fazer troca com os moradores da comunidade e vender o excedente nas feiras comunitárias e para os programas do Governo do Brasil, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Para Maria Francisca, o Sisteminha representou geração de renda e autonomia.

Aspas

“São estratégias para promover o etnodesenvolvimento e a proteção dos territórios tradicionais. Com segurança alimentar e trabalho para gerar renda, as comunidades ficam mais fortalecidas para se manter nos seus territórios, preservando seus modos de vida e protegendo a sociobiodiversidade local”, Edmilton Cerqueira, secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais.

.
Foto: Aline Aguiar, Ascom SETEQ/MDA
Leia Também:  Relatório emitido pela Plataforma AgroBrasil + Sustentável vai possibilitar agregação de valor à produção agropecuária

“Com pouco investimento e conhecimento técnico, é possível criar as condições para suprir as necessidades nutricionais das famílias das comunidades tradicionais”, O Luiz Guilherme, pesquisador da Embrapa Maranhão e criador do Sisteminha.

“Estudos mostram que a cada R$ 1 real investido no Sisteminha, aumenta em 2,45 vezes o valor de compra em alimentos, representando a eficácia da política pública. Em 60 meses, o investimento se paga e a família ganha autonomia na produção do seu próprio alimento. Esse processo somente ocorre com a participação ativa da comunidade e da rede de parceiros e apoio das políticas públicas, uma aliança entre a sociedade organizada, instituições de ciência de tecnologia e o setor público”, Marco Bomfim, chefe-geral da Embrapa Maranhão.

Entrega do Selo Quilombos do Brasil

Durante o evento, a SETEQ entregou o Selo Quilombos do Brasil para a Comunidade Quilombola São Martins, que tem 25 famílias produzindo alimentos com a tecnologia do Sisteminha Comunidades. Emocionada, a Presidente a da Associação Comunitária do Quilombo São Martins, Ivanete Pereira Rosa, afirmou que o Selo Quilombos do Brasil é a realização de um sonho. “O selo vai permitir expandir a venda dos produtos para outros municípios”, explicou.

..
Foto: Aline Aguiar, SETEQ/MDA

Texto: Aline Aguiar, Ascom SETEQ/MDA

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade