II Encontro Nacional da Escult fortalece rede e projeta futuro da formação em cultura no Brasil

Foto: Bela Maia Marinho

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Entre os dias 4 e 7 de maio de 2026, o Instituto Federal de Goiás (IFG), em Goiânia, sediou o II Encontro Nacional da Escult, Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa. O evento reuniu gestores, educadores e equipes da rede para um momento estratégico de avaliação, alinhamento e construção coletiva do Plano Estratégico 2026–2028.

Os números já demonstram a dimensão da política: a Escult caminha para atingir 300 mil inscrições em cursos — atualmente são cerca de 290 mil —, com mais de 65 mil estudantes concluintes certificados. Para 2026, está previsto o lançamento de 73 cursos, entre novas ofertas e reofertas, ampliando ainda mais o alcance da formação.

Na abertura do encontro, a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, destacou o papel estruturante da formação para o desenvolvimento cultural do país. 

“Queremos viver em um país onde tenhamos direito cultural, onde possamos viver de cultura. Todas as conversas, quando falamos em cultura, começam e terminam em educação e formação. É a maior necessidade”, afirmou. 

Ela também ressaltou o avanço institucional da iniciativa. “A SEC tem grandes responsabilidades: fazer da Escult uma escola institucionalizada dentro do Sistema MinC, e estamos realizando isso, com uma portaria pronta, que está na reta final, que vai além da plataforma, e se torna uma escola do Sistema MinC”.

A reitora do IFG, Oneida Irigon, reforçou o compromisso com a qualidade da formação ofertada. “Nós não podemos fazer mais ou menos, temos que fazer bem-feito. Tem um mundo que está esperando por nós, esperando o que é de direito deles, que é o processo da educação, da formação”, afirmou.

Já o diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, apresentou os resultados e os desafios da política. Segundo ele, a Escult nasceu com o objetivo de garantir escala e capilaridade na formação, mesmo com recursos limitados. 

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“Precisamos descentralizar a oferta formativa no Brasil, qualificar o setor e pensar as políticas de cultura em geral. Assim nasceram cursos de gestores, de pareceristas, de acessibilidade, entre outros”, explicou. 

Ele destacou ainda o alcance da iniciativa. “Em pouco mais de dois anos, a escola já alcançou mais de 70% do território nacional, com aproximadamente 70 mil pessoas qualificadas. Sabíamos que a demanda era grande, mas não pensávamos que era gigantesca”, completou.

A Escult é uma iniciativa do MinC por meio da Secretaria de Economia Criativa, em parceria com o IFG. Criada como uma política pública voltada à formação para o mundo do trabalho em cultura e economia criativa, a escola integra o Programa Nacional Brasil Criativo e tem como missão ampliar o acesso à qualificação profissional no setor cultural em todo o país. A iniciativa surge em um contexto de reconstrução das políticas culturais brasileiras, com forte ênfase na descentralização, inclusão territorial e fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura.

Programação estratégica e construção coletiva

Com foco no fortalecimento da rede e no planejamento do próximo ciclo, a programação do encontro foi estruturada em torno de atividades técnicas e colaborativas. Entre as principais atividades estiveram a apresentação do Relatório da Escult, com dados sobre o perfil dos alunos e o panorama da rede, conduzida por Rafael Fontes (MinC) e Mônica Mitchell (IFG), além da exposição de experiências formativas, como a especialização da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o curso de fotografia do projeto Filhos de Gandhi.

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Os participantes também se dedicaram à elaboração de planos estratégicos de atuação, tanto em nível geral quanto setorial, e à construção do Mapa Estratégico da rede. Oficinas setoriais permitiram o diagnóstico das equipes e a definição de prioridades, culminando na elaboração do plano de trabalho e na plenária final de consolidação do Plano Estratégico 2026–2028.

A programação incluiu ainda visitas técnicas e discussões sobre governança, organograma e expansão da rede, refletindo o esforço contínuo de estruturar a Escult como uma política pública robusta e permanente.

Plenárias

Na tarde de quinta-feira, 7, para encerrar o evento, os participantes apresentaram propostas para o Plano Estratégico da Escult 2026-2028 debatidas durante o Encontro. Os participantes dialogaram sobre propostas, ações exitosas realizadas, e perspectivas para o futuro do Programa, além de ações estratégicas. Como encaminhamento das plenárias, as propostas serão enviadas pelos grupos à coordenação, para que seja elaborado o Planejamento Estratégico para os próximos três anos.

Integração com o Fórum Brasil Criativo

O II Encontro Nacional da Escult também abrigou etapa do Fórum Brasil Criativo, iniciativa que vem percorrendo as cinco regiões do país para debater estratégias de fortalecimento da economia criativa. Na região Centro-Oeste, o fórum contribuiu para ampliar o diálogo com atores locais e integrar as agendas de formação, produção e desenvolvimento cultural.

Mais do que um espaço de balanço, o encontro se consolidou como um ambiente de escuta, troca e construção conjunta. Ao reunir diferentes atores da política cultural, a Escult reafirma seu papel como uma escola pública voltada à democratização do acesso à formação e à profissionalização do setor cultural brasileiro.

 

 

Fonte: Ministério da Cultura

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