Brasil tem participação histórica na Bienal de Veneza

Foto: Igor Furtado

publicidade

Fundamentada em sua missão institucional de preservação da memória, valorização, difusão e internacionalização da diversidade das artes brasileiras, no compromisso de promover justiça social, racial e de gênero, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) celebra a participação histórica do Brasil na 61ª Bienal de Arte de Veneza, uma das principais plataformas internacionais de arte contemporânea, que acontece de 9 de maio a 22 de novembro, em Veneza, na Itália. Numa articulação institucional com diversos entes e patrocinadores, inclusive por meio da Lei Rouanet, a exposição no Pavilhão do Brasil é uma realização da Fundação Bienal de São Paulo em conjunto com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores.

A presença do país se destaca por um fato inédito: pela primeira vez, o Pavilhão do Brasil terá uma representação conduzida integralmente por mulheres. A mostra “Comigo ninguém pode”, que toma as ambiguidades da planta homônima como metáfora de proteção, toxicidade e resiliência, tem curadoria da pesquisadora Diane Lima, primeira mulher negra a assumir esta tarefa. Ela reúne as artistas Adriana Varejão e Rosana Paulino, em um diálogo que reescreve a história colonial a partir de perspectivas de mulheres, com ênfase na memória, na identidade brasileira e nas identidades de matriz afro-indígena.

Leia Também:  A maior festa de réveillon do mundo é do Brasil!

“Juntas, Paulino e Varejão representam historicamente o que há de mais revolucionário quando se fala da presença das mulheres no campo da arte nacional. Suas poéticas em consonância e fricção fazem coro com as lutas dos movimentos sociais e da democracia, sem nunca perder a capacidade sensível de nos arrebatar e surpreender com alta qualidade técnica. Junto às ideias de proteção e toxicidade, ‘Comigo ninguém pode’, como um ditado popular, também refere-se ao processo de transferência do conhecimento sobre a natureza para o âmbito da vida, refletindo portanto um processo de manifestação coletiva que acontece naturalmente quando ‘comigo’ se torna um ‘nós’, se torna muitos e uma nação inteira, que usa a sua sabedoria como forma de defesa e soberania”, declarou Diane Lima no anúncio feito pela Fundação Bienal de São Paulo.

A Fundação Bienal de São Paulo foi também responsável pelo projeto de recuperação do Pavilhão do Brasil em Veneza, propriedade do Ministério das Relações Exteriores, em articulação com o Ministério da Cultura. Com restauro arquitetônico, atualização de infraestrutura, acessibilidade e adequações técnicas para exposições de grande porte, o espaço agora assegura melhores condições de conservação de obras e de recepção do público. A seleção do projeto curatorial e artístico do Pavilhão do Brasil adota, desde 2023, um sistema de avaliação composto por uma comissão de representantes destas três instâncias realizadoras.

Leia Também:  Telemedicina com 5G avança no Brasil e já evita deslocamentos de pacientes em áreas remotas

Entre os destaques da mostra, estão 12 telas inéditas de Adriana Varejão, instaladas na viga central do espaço, e uma nova configuração da instalação “Tecelãs” (2003), de Rosana Paulino, concebida especialmente para a arquitetura do pavilhão. A artista apresenta ainda novas peças da série “Atlântico Vermelho”.

Artistas brasileiros na mostra oficial da Bienal de Arte de Veneza

Além do Pavilhão do Brasil, a mostra central da Bienal de Veneza apresenta trabalhos de três artistas brasileiros: Ayrson Heráclito, Eustáquio Neves e Dan Lie. Eles estão num conjunto de 111 participantes de todo o mundo, entre artistas individuais, duplas colaborativas, coletivos e organizações, com a curadoria de coletivo curatorial a partir do conceito idealizado pela camaronesa Koyo Kouoh, que faleceu de forma repentina no início deste trabalho.

Fonte: Ministério da Cultura

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade