A atividade circense passa a ser reconhecida como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional a partir desta segunda-feira (11). A Lei nº 15.405, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas ministras Margareth Menezes (Cultura) e Janine Mello (Direitos Humanos e da Cidadania), engloba diferentes formas de arte circense, como malabarismo, acrobacias, palhaçaria e números de equilíbrio — como perna de pau e corda bamba.
“O Estado Brasileiro agora referenda, por meio desta Lei, um fato do Brasil: a atividade circense é manifestação da cultura e da arte popular do nosso país, há décadas, séculos. Este é um registro que formaliza uma prática da vida da população e das políticas públicas para a cultura, tendo a Funarte, com seus 50 anos de história, como instituição responsável pelo fomento ao circo brasileiro. Este normativo fortalece o reconhecimento do Circo de Tradição Familiar como Patrimônio Cultural do Brasil, título concedido no último mês de março pelo Iphan, e o ciclo de ações voltadas à salvaguarda dessa tradição”, afirma o presidente da Fundação Nacional de Artes, Leonardo Lessa.
“O circo vai muito além do momento do espetáculo. Diversos profissionais estão envolvidos no antes e no depois das apresentações. Muitaz vezes, famílias inteiras, que carregam essa tradição de geração em geração”, completa a ministra Margareth Menezes.
Histórico
O circo está no Brasil desde o século 19. De acordo com a Funarte, entidade vinculada a Ministério da Cultura, existem aproximadamente 800 circos em todo o país. O impacto econômico da manifestação é extenso. Ainda segundo a autarquia, 20 mil profissionais tiram seu sustento das atividades circenses.
Fonte: Ministério da Cultura

























