Com a marca de 1.150 pontos de exibição credenciados em mais de 660 municípios, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), promoveu uma live preparatória para a etapa de difusão da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos (MCDH). A iniciativa, realizada nessa terça-feira (26), foi voltada aos organizadores locais como forma de promover alinhamento institucional e orientações práticas.
Pela primeira vez, o encontro técnico foi transmitido de forma pública e aberta no canal do YouTube do MDHC. A mudança de formato se justifica pelo crescimento do evento. Nesta edição, o número de pontos de difusão é quase três vezes maior do que o registrado nos anos anteriores.
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“A Mostra chegar ao seu vigésimo ano, alcançando mais de 600 municípios e mais de mil pontos credenciados nesta etapa da Difusão, demonstra a força dessa política cultural e educativa para a promoção dos direitos humanos”, destacou o secretário nacional interino de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do MDHC, Eduardo Luz.
Estratégias
A live preparatória detalhou todo o funcionamento técnico e logístico da etapa de difusão da 15ª MCDH. Foram apresentados os formatos de exibição dos filmes, a divisão das sessões temáticas e os procedimentos administrativos. Além disso, foram estabelecidas as estratégias de apoio à divulgação comunitária, e estruturado o fluxo de envio dos documentos para a certificação dos pontos exibidores.
Para a diretora substituta de Promoção dos Direitos Humanos do MDHC, Cândida Souza, o cinema atua como uma ferramenta viva de transformação social. “Quando juntamos cinema com direitos humanos, estamos falando de narrativas e de histórias que conectam as pessoas de uma forma diferente. Aqui em Brasília, construímos a política pública, mas é no território que esses direitos humanos, de fato, se realizam”, afirmou, agradecendo o engajamento dos coordenadores locais.
Consolidada como uma das ações mais longevas do ministério, a MCDH completa 20 anos de existência em 2026. Miriam Gomes Alves, coordenadora-geral de Educação e Cultura em Direitos Humanos da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH/MDHC), ressaltou o papel pedagógico da mostra nos territórios.
“É fundamental utilizarmos a linguagem cinematográfica para refletir sobre como ela e os direitos humanos contribuem na promoção e defesa de povos e comunidades tradicionais, fortalecendo a identidade e o sentimento de pertencimento com o território”, pontuou Miriam.
Este ano, a mostra traz o tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”. A curadoria reúne produções de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos, evidenciando a conexão direta entre justiça ambiental, diversidade cultural e direitos humanos.
Segundo Adriana Gomes, coordenadora de Políticas de Cineclubes, Educação e Festivais da Secretaria do Audiovisual do MinC, “exibir e debater filmes é um processo de formação da consciência crítica. O MDHC e o MinC têm feito esse trabalho de forma consistente, alcançando quem mais precisa na ponta”.
Autonomia e formatos de exibição
A operação logística e o acesso ao catálogo de filmes foram detalhados por Samantha Capdeville, coordenadora-geral da Mostra, produtora audiovisual e professora da UFC. Para garantir que a programação chegue a localidades com diferentes realidades de infraestrutura, os pontos de exibição poderão optar por dois formatos:
Modo Offline: As equipes realizam o download prévio dos filmes. Este formato garante total autonomia para que cada ponto monte suas sessões, leve a territórios que não têm a infraestrutura necessária e adapte o tempo de exibição conforme a dinâmica local.
Modo Online: Os pontos acessam sessões já estruturadas pela curadoria, com a reprodução sequencial dos filmes, facilitando a transmissão sem necessidade de intervenção técnica manual entre os filmes.
O catálogo está dividido em cinco eixos temáticos: “Sessão de Abertura”, “Sessão Infantil”, “Sessão Nego Bispo”, “Sessão Antônia Melo” e “Sessão Cacique Raoni”. Todas as orientações, links, sinopses e materiais de divulgação constam no documento orientador da mostra.
Prazos, regras e direitos autorais
Thayse Limeira Costa, chefe de Divisão de Desenvolvimento da Crítica da Secretaria de Audiovisual do MinC, informou que o período oficial de exibições será de 1º de junho a 1º de julho. Ela explicou que, embora muitos pontos solicitem a prorrogação do prazo, o calendário é estrito devido ao período de defeso eleitoral (que inicia em 4 de julho) e aos contratos de licenciamento das obras.
Para liberar o acesso ao material didático e aos filmes, os responsáveis por cada ponto devem assinar um Termo de Responsabilidade. O documento assegura o respeito aos direitos autorais, proibindo estritamente o compartilhamento, distribuição ou reprodução pública dos links fora das sessões autorizadas.
O MDHC e o MinC também disponibilizarão um kit de comunicação com peças gráficas editáveis (para feeds, stories, cartazes e releases). Dúvidas poderão ser sanadas em tempo real por meio de um canal exclusivo no WhatsApp e pelo e-mail institucional “[email protected]”. Ao final do projeto, o envio de um relatório de exibição será obrigatório para a emissão do certificado de Ponto Exibidor da 15ª MCDH.
Tira-dúvidas
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania organizou as principais dúvidas que surgiram durante a live. Confira:
“É obrigatório exibir todos os filmes?”
Não. A mostra conta com 16 filmes no total, e os pontos têm autonomia para selecionar o que melhor se adapta ao seu público.
“Quando os materiais de orientação serão enviados?”
Os links e guias estão sendo enviados para os e-mails cadastrados. A previsão é que todos os pontos recebam o material até sexta-feira (29).
“Como funcionará a certificação?”
A emissão do certificado está condicionada ao envio do relatório final de exibição. Esses dados coletados servirão para que o Governo do Brasil elabore indicadores e aprimore as políticas públicas de difusão audiovisual no país.
“Qual é a classificação indicativa dos filmes?”
O catálogo possui classificações variadas. Para exibições voltadas a crianças e adolescentes, a organização recomenda a utilização específica da “Sessão Infantil”.
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Texto: L.D.
Edição: F.T.
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