A Controladoria-Geral da União e a Organização dos Estados Americanos (OEA) celebraram, nesta quinta-feira (28/05), o encerramento do Programa Fellowship OEA sobre Governo e Dados Abertos com foco em Mudanças Climáticas 2025. A iniciativa buscou estimular a construção colaborativa de soluções inovadoras para desafios climáticos, conectando lideranças, transparência, participação cidadã, dados abertos, inovação e fortalecimento democrático.
Na cerimônia, realizada na sede da CGU, em Brasília (DF), os participantes do programa apresentaram os resultados de seus projetos, no contexto da Semana de Governo Aberto 2026, promovida pela CGU.
Por meio de iniciativa da OEA, desenvolvida no Brasil em parceria com a CGU, os participantes do Fellowship se debruçaram, nesta edição do programa, sobre cinco desafios climáticos, identificados em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com o propósito de transformá-los em soluções inovadoras. O Fellowship contou também com a parceria da Embaixada da França no Brasil e do Banco Mundial.
A secretária nacional de Transparência e Acesso à Informação, Livia Sobota, destacou que os projetos criados durante o Fellowship contribuem para a elaboração de ações da CGU. “Estamos fechando um ciclo de reestruturação da Política de Transparência e Acesso à Informação e um processo de revisão do Plano de Governo Aberto. Então, ouvir vocês sobre que ideias vocês trazem faz parte da construção da política de governo aberto”.
Ainda de acordo com Livia Sobota, a formação faz parte de uma série de iniciativas do Governo do Brasil dentro de um ciclo de aceleração das políticas de Estado meio ambiente e mudança do clima.
Conforme destacou a diretora do Departamento de Gestão Pública Eficaz da OEA, Maria Fernanda Trigo, os participantes foram além do desenvolvimento de projetos independentes, construindo de forma colaborativa um sistema de governança climática. “Quando olhamos em conjunto, os projetos formam um ciclo, que, no fundo, define a capacidade de um Estado de responder aos desafios climáticos. O Fellowship não está apenas discutindo governança climática, mas experimentando como construí-la”, destacou Trigo.
O coordenador técnico desta edição do programa e ex-fellow, Humberto Fuentes, ressaltou o caráter inovador desta edição do Fellowship, a primeira realizada exclusivamente para o Brasil e também a primeira inteiramente dedicada aos desafios das mudanças climáticas. “Conectar pessoas também é uma forma de construir soluções públicas. Diante de problemas que ultrapassam fronteiras, a articulação entre jovens lideranças de diferentes setores e territórios é fundamental para desenvolver soluções mais colaborativas e eficazes”, destacou.
Também participaram da cerimônia o coordenador de Projeto da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Carlos Alexandre Príncipe Pires, a conselheira para assuntos globais da Embaixada da França do Brasil, Nastassja Hoffet, e o especialista em Transformação Digital e IA do Banco Mundial, Julián Nagiles.
Projetos
Os projetos envolveram temas como transição energética justa; poluição e respostas a eventos climáticos extremos; desertificação e seca no Semiárido; financiamento climático e transparência; e datacenters e soberania digital. Em um processo de cocriação, os jovens usaram dados abertos como matéria-prima e ferramentas de governo aberto como motor para buscar soluções para esses problemas e gerar confiança entre governo e cidadania.
1. Observatório CLIMAE – Transparência e governança da energia eólica
Projeto voltado à transição energética justa, transformando dados dispersos em informações acessíveis e transparentes para a sociedade.
2. Confluências – Conhecimento comunitário para governança da água
Plataforma aberta e comunitária para mapear vulnerabilidade hídrica em pequenas cidades e comunidades, conectando ciência cidadã, cartografia social e dados abertos.
3. Desacelerar a Desertificação
Iniciativa para fortalecer a capacidade dos municípios no enfrentamento da degradação do solo e da seca, promovendo uma governança ambiental mais integrada.
4. Clima em Conta -Governança climática municipal
Ferramenta de transparência para ajudar gestores públicos e sociedade civil a identificar gastos relacionados à adaptação climática nos municípios.
5. Observatório Brasileiro de Datacenters
Plataforma de monitoramento dos impactos socioambientais de grandes datacenters no Brasil, com foco em incidência legislativa e critérios socioambientais para o setor.
Fonte: Controladoria-Geral da União






















