A 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática chegou ao fim consolidando uma das maiores mobilizações culturais comunitárias do país. Realizada em Aracruz (ES), entre os dias 19 e 24 de maio de 2026, a iniciativa registrou 6.944 inscrições e 4.254 participantes credenciados presencialmente.
Promovida pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), a Teia reuniu representantes dos Pontos e Pontões de Cultura, artistas, mestres e mestras das culturas populares, juventudes, povos indígenas, quilombolas, gestores públicos, pesquisadores e comunicadores de todas as regiões do Brasil.
“Promovemos encontros, debates e a compreensão do papel da cultura nas ações de enfrentamento aos desafios climáticos. Toda a pluralidade do nosso povo se refletiu nesses diálogos e na oferta de situações reais, com pessoas e histórias reais que, em seu dia a dia, já atuam na linha de frente desse enfrentamento”, avalia a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Participação popular e engajamento das redes culturais
O público geral representou o maior segmento da Teia, somando 3.536 inscrições, o equivalente a 51% do total.
Outro destaque foi a participação das delegações do 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, que alcançaram a maior taxa de comparecimento do evento: 94%, com 640 credenciamentos entre 683 inscritos.
Também apresentaram altos índices de presença os artistas e grupos culturais convidados, com taxa de 92%, além dos participantes selecionados no edital de programação da 6ª Teia Nacional, que registraram 91% de credenciamento presencial.
O Espírito Santo, estado anfitrião da edição, concentrou o maior número de inscrições e credenciamentos, com 3.724 inscritos e 1.895 participantes presenciais. O levantamento também registrou participação expressiva de delegações do Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Paraná.
Cultura Viva e justiça climática
Com o tema Pontos de Cultura pela Justiça Climática, a programação promoveu encontros, oficinas, vivências territoriais, apresentações artísticas, rodas de conversa e atividades formativas voltadas à valorização da diversidade cultural brasileira e à construção coletiva de políticas públicas.
As atividades ocorreram no Sesc Praia Formosa e em diferentes unidades descentralizadas do território capixaba, fortalecendo o diálogo entre cultura, ancestralidade, sustentabilidade e direitos culturais.
Para a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, a Teia reafirmou a potência da Cultura Viva como política pública construída em rede e com participação social.
“O legado desta Teia está na capacidade de fortalecer vínculos, ampliar diálogos e reafirmar a potência das redes culturais comunitárias em todo o Brasil. Esta edição consolidou não apenas números expressivos de participação, mas também avanços concretos na gestão compartilhada da Política Nacional Cultura Viva, no fortalecimento das culturas indígenas e tradicionais, na formação de agentes culturais, com destaque para os Agentes Jovem Cultura Viva, efetivando direitos culturais, e na articulação da Rede Nacional de Pontões de Cultura. A Teia também evidenciou a importância das parcerias interministeriais e da ativação das políticas culturais nos territórios, ampliando o alcance das ações culturais comunitárias em todo o país.”
Fortalecimento da Rede Cultura Viva
A edição de 2026 reafirmou o papel da Teia Nacional como espaço de encontro, articulação e mobilização da Rede Cultura Viva. Os dados consolidados do evento evidenciam o alcance da política pública e a capacidade de articulação das redes culturais comunitárias em todo o país.
Além das atividades presenciais, a Teia ampliou conexões entre territórios, coletivos e agentes culturais, fortalecendo processos colaborativos, iniciativas de participação social e estratégias de gestão compartilhada que seguem impulsionando a Cultura Viva nos mais diversos contextos do país.
Ao reunir milhares de participantes em torno do diálogo, da diversidade cultural e da justiça climática, a 6ª Teia Nacional deixa como legado o fortalecimento das redes comunitárias, a ampliação dos espaços de participação social e a reafirmação da cultura como direito fundamental e ferramenta de transformação dos territórios brasileiros.
Fonte: Ministério da Cultura

























