A Nuvem de Governo foi apresentada, no início da tarde desta quinta-feira (11/6), no Rio Web Summit 2026, que aconteceu na capital fluminense. Esse novo modelo foi criado para possibilitar a soberania nacional sobre os dados dos brasileiros e também garantir a operação para que os serviços públicos não sejam impactados. O secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, representou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O debate também contou com a participação do Serpro e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Segundo Mascarenhas, existem três diferentes dimensões de soberania. A primeira é de dados, que possibilita que exista um controle sobre onde os dados são armazenados, processados e quem pode acessá-los. Nesse caso, esses dados estão sujeitos à jurisdição do país de origem. A segunda é a operacional, que permite a gestão sobre as operações de infraestrutura, como uma nuvem, por exemplo. Nessa proposta de soberania, o gestor sabe onde a infraestrutura está localizada e também é responsável pela sua operação.
Por fim, de acordo com o secretário, temos a instância da soberania tecnológica. Essa dimensão torna possível que o responsável tenha capacidade de usar, modificar e auditar tanto o software (camada que envolve programas e dados) quanto o hardware (equipamentos), evitando, assim, uma dependência de fornecedores estrangeiros.
“Quando a gente fala sobre a soberania de dados e operacional, o ministério vem traçando, obviamente, as orientações, as diretrizes para que isso aconteça, para que os órgãos repatriem os dados”, explicou o secretário. “As duas empresas públicas de tecnologia são fundamentais no processo de operacionalização de tudo isso que está sendo planejado. O Serpro, que está aqui na mesa comigo, está fazendo um investimento muito grande na Nuvem de Governo”, complementou.
O conceito de Nuvem de Governo foi estabelecido a partir da publicação da Portaria SGD nº 5950/2023. Nesse novo modelo, Serpro e Dataprev fizeram a aquisição dos equipamentos e dos sistemas, e fazem a instalação desses em sua infraestrutura. Isso garante tanto a soberania de dados quanto a operacional da administração públicas sobre os dados dos brasileiros.
“Participar dessa mesa que trata de soberania, falando de nuvem e segurança, é muito importante. O Brasil não pode ficar à margem desse tema, até porque nós produzimos muitos dados e o Estado brasileiro tem uma riqueza em suas mãos”, afirmou Wilton Mota, presidente do Serpro.
A nuvem de governo deve ser utilizada pelos mais de 250 órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação, o SISP. Devem ser armazenados nessas infraestruturas dados de sigilo fiscal, bancário, comercial, empresarial, contábil, de segredo industrial e de direito autoral.
Web Summit Rio
O Web Summit Rio 2026 reuniu quase 500 palestrantes em 14 trilhas durante os quatro dias de realização do evento. O encontro, que reuniu diversos representantes do mercado privado, acontece anualmente.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
























