Internet das Coisas avança no Brasil e impulsiona transformação digital em setores estratégicos

Foto: Imagem feita por IA

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Do bom-dia a uma assistente virtual inteligente a sensores que monitoram o desgaste de máquinas e avisam os técnicos antes que uma peça quebre, a Internet das Coisas (IoT) já faz parte da rotina de pessoas, empresas e indústrias e ajuda diversos setores a se tornarem mais eficientes e ágeis.

Mas, afinal, o que é a IoT?

“A Internet das Coisas, ou IoT, é uma forma de comunicação não entre pessoas, mas entre um dispositivo ou sensor e algum serviço na internet. Esse serviço, reunindo informações de outros dispositivos, pode enviar comandos a esse dispositivo ou até mesmo a outros”, explica o diretor do Departamento de Investimento e Inovação do Ministério das Comunicações, Marcelo Alves da Silva.

Por meio de sensores, dispositivos conectados e redes de telecomunicações, objetos do dia a dia coletam, compartilham e processam dados para tornar atividades cotidianas mais práticas, eficientes e personalizadas. E isso tudo só é possível graças à expansão das redes de telecomunicações, especialmente 4G, 5G, fibra óptica e conectividade via satélite, impulsionando a transformação digital em setores estratégicos da economia brasileira.

“Dentre as tecnologias de rede que a IoT pode utilizar, o 5G é uma das mais importantes. Expandir o 5G para cobrir áreas industriais, portos, aeroportos, estradas e áreas rurais certamente pode ajudar a ampliar as aplicações e o número de dispositivos IoT”, ressalta Marcelo Alves da Silva.

Atualmente, o 5G chega a mais de 1,5 mil municípios brasileiros, e a expectativa é que, até o fim deste ano, cerca de 80% da população brasileira já esteja coberta pela tecnologia.

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“O avanço da Internet das Coisas mostra como a conectividade deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação para se tornar um instrumento de desenvolvimento. Estamos trabalhando para levar infraestrutura digital a todo o país, criando as condições necessárias para que tecnologias inovadoras cheguem ao campo, às cidades, à indústria e aos serviços de saúde, beneficiando diretamente a população”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Plano Nacional

O avanço da Internet das Coisas no Brasil está alinhado às diretrizes do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), lançado pelo Governo Federal em 2019 para estimular o desenvolvimento de tecnologias conectadas e ampliar sua adoção em setores estratégicos da economia. A iniciativa definiu como prioritárias as áreas de saúde, agronegócio, cidades inteligentes e indústria, reconhecendo o potencial da conectividade para aumentar a produtividade, melhorar serviços públicos e impulsionar a inovação.

Na prática, a Internet das Coisas já vem transformando diferentes atividades. Na saúde, por exemplo, dispositivos conectados permitem o acompanhamento remoto de pacientes e a transmissão de dados em tempo real para equipes médicas, como na conectividade recentemente viabilizada pelo Ministério das Comunicações para permitir cirurgia robótica a distância entre as unidades do Hospital de Amor de Barretos (SP) e Porto Velho (RO).

Na logística, um exemplo citado por Marcelo Alves é o rastreador GPS de um caminhão de coleta informar sua localização a um serviço de navegação, que calcula e informa ao dispositivo a melhor rota para as coletas, além de alertar sobre congestionamentos ou a necessidade de alterar o trajeto para atender novos pontos de coleta.

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Tomada de subsídios

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a IoT e as comunicações M2M, que conectam de forma automatizada desde sensores agrícolas e medidores de energia até veículos, estão em forte expansão, somando cerca de 30 milhões de acessos no Brasil, o que representa aproximadamente 11% do total de acessos de telefonia móvel.

Ainda de acordo com a Agência, essa parcela significativa e crescente do mercado traz novos desafios concorrenciais para as empresas do setor. Por isso, a Superintendência de Competição propôs uma tomada de subsídios para que empresas, especialistas, integrantes da academia, órgãos públicos e consumidores enviem dados e contribuições relacionados aos dois temas até 30 de julho deste ano.

A tomada de subsídios ajudará a avaliar se as condições de acesso a recursos essenciais permitem que novos negócios desenvolvam aplicações e explorem nichos específicos. Segundo a Anatel, essa discussão é importante porque, atualmente, a maior parte do valor econômico do setor está nos serviços, plataformas e aplicativos, e não apenas na conectividade em si.

Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628

Fonte: Ministério das Comunicações

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