“A cultura é ferramenta de conscientização”, diz Margareth Menezes no lançamento do Territórios Verdes

Foto: Lara Muniz/MinC

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou, nesta quarta-feira (17), em Colombo (PR), do lançamento do Programa Territórios Verdes da Cultura, iniciativa estratégica do Ministério da Cultura (MinC) voltada à sustentabilidade, à resiliência climática e à qualificação ambiental dos equipamentos culturais.

Realizada no CEU das Artes Daniel de Jesus Rosa, no bairro Maracanã, a atividade reuniu representantes do poder público, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e agentes culturais. A agenda no Paraná também incluiu o lançamento do Programa Conviver, em Paranaguá, iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao MinC, voltada à preservação do patrimônio cultural em áreas históricas habitadas.

O Programa Territórios Verdes da Cultura transforma espaços culturais em plataformas de adaptação climática, desenvolvimento comunitário e fortalecimento das economias locais. A proposta integra cultura e meio ambiente como dimensões complementares do desenvolvimento dos territórios.

Durante o lançamento, Margareth Menezes apresentou a iniciativa como uma política pública construída a partir de experiências locais, com potencial de expansão nacional. “Uma política que vai percorrer o Brasil a partir de uma experiência dessa cidade, dessa comunidade”, declarou a ministra.

O programa será executado de forma gradual e prevê soluções inspiradas na natureza, como hortas comunitárias, pomares urbanos e drenagem verde, além da instalação de sistemas de captação de água da chuva, energia solar e melhorias bioclimáticas nas edificações.

A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do MinC, Cecília Sá, explicou que a proposta busca preparar os equipamentos culturais para responder às demandas ambientais e sociais de cada território:

“Os Territórios Verdes da Cultura trabalham em três eixos fundamentais: a mobilização e o mapeamento dos territórios, a transformação dos espaços culturais e a gestão sustentável desses equipamentos. A ideia é que cada projeto possa responder às necessidades da sua comunidade, contribuindo não apenas para a resiliência climática, mas para a resiliência cultural dos territórios.”

Cecília também assinalou que Colombo passa a ser uma experiência de referência para a expansão da política em outras regiões do país.

“Este é um projeto que parte de uma visão construída ainda em 2010, pelo presidente Lula, e que agora ganha condições concretas de implementação. Colombo se torna uma experiência modelo para o Brasil, mostrando como os equipamentos culturais podem ser também espaços de sustentabilidade, convivência, formação e geração de oportunidades”, relembrou.

A implementação nacional partirá da rede de equipamentos culturais formada por mais de 300 CEUs das Artes em funcionamento, 225 CEUs da Cultura em implementação e pela rede MovCEUs, que deverá alcançar 150 unidades itinerantes até o fim de 2026.

Durante o evento em Colombo, também foi anunciada a entrega de três novos MovCEUs para os municípios paranaenses de Fazenda Rio Grande, Quedas do Iguaçu e Ponta Grossa.

Margareth Menezes relacionou a iniciativa ao fortalecimento da rede nacional de cultura e à presença do Ministério da Cultura nos territórios. A ministra mencionou a expansão dos pontos e pontões de cultura pelo país e lembrou que tem percorrido diferentes estados para acompanhar a execução das políticas públicas da Pasta.

No encontro, a ministra também apresentou a Escola Escult, escola virtual do Ministério da Cultura voltada à formação de gestores culturais. A plataforma já está presente em 70% dos municípios brasileiros, conta com 360 mil alunos matriculados e emitiu 63 mil certificados, além de manter parcerias com universidades e institutos federais.

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Ao tratar da relação entre cultura, sustentabilidade e desenvolvimento, Margareth Menezes associou as políticas culturais à construção de consciência coletiva diante dos desafios atuais.

“A cultura é sim uma ferramenta de conscientização desse momento que a humanidade tá passando”, pontuou.

A deputada federal Gleisi Hoffmann defendeu a cultura como eixo estratégico para o desenvolvimento social e econômico do país. Para ela, iniciativas como o Territórios Verdes da Cultura demonstram que as políticas culturais podem articular preservação ambiental, geração de oportunidades e valorização das comunidades.

“A cultura é fundamental pro desenvolvimento de um país e o desenvolvimento do povo. Além de ser nossa identidade, a cultura, ela é impulsionadora do desenvolvimento e também das atividades econômicas. Esse programa não é só um evento. Ele é uma articulação da cultura, meio ambiente e desenvolvimento, e oferece oportunidades pras comunidades”, acrescentou.

O Comitê de Cultura do Paraná participou da agenda por meio do Coletivo Soylocoporti, em articulação com o CEAGRO, o LabCD/UFPR e o Projeto Arvoredo.

17.06.2026 - Lançamento Territórios Verdes da Cultura no Paraná

Programa Conviver em Paranaguá

Antes da agenda em Colombo, Margareth Menezes esteve em Paranaguá, no litoral paranaense, onde acompanhou o lançamento do Programa Conviver no Centro Histórico da cidade. A iniciativa do Iphan promove a gestão colaborativa do patrimônio cultural brasileiro em áreas históricas habitadas por comunidades de baixa renda.

Realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Conviver recebeu investimento de R$ 878,3 mil, oriundos de emendas parlamentares. A proposta articula universidades, estudantes, técnicos e moradores em ações de conservação, restauro, educação patrimonial e assistência técnica gratuita.

O projeto busca valorizar os saberes, as memórias e as práticas das comunidades que convivem cotidianamente com os bens culturais brasileiros. Em todo o país, o Programa Conviver já recebeu R$ 33,4 milhões em investimentos.

Durante a cerimônia, Margareth Menezes relacionou preservação, memória e pertencimento. “A gente vai colocar luz nesses lugares para que os brasileiros venham conhecer as suas próprias histórias”, disse a ministra.

Ela também abordou o apoio aos moradores de casas tombadas, com suporte técnico e articulação com universidades federais.

“Esse projeto Conviver é isso, é auxiliar essas pessoas que moram nessas casas tombadas a terem o seu patrimônio de volta, com restauro, com união com universidades federais também, porque a preservação tem que ser uma responsabilidade compartilhada”, prosseguiu.

Para a ministra, a conservação dos bens culturais depende de uma atuação conjunta entre governo federal, administrações locais, universidades e sociedade civil. “Cada um fazendo sua parte, a gente consegue renovar esses patrimônios, essas cidades que são tão importantes para nós”, assinalou.

Paranaguá, fundada em 1648, é reconhecida por seu conjunto histórico e por sua relevância para a memória do Paraná. A cidade reúne imóveis, manifestações culturais e referências simbólicas fundamentais para a identidade local. No evento, foi apontada a necessidade de levantamentos técnicos para avaliar danos, estimar custos e orientar novos projetos de restauro.

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Para Gleisi Hoffmann, a preservação do patrimônio representa uma estratégia de desenvolvimento cultural, social e econômico. “Paranaguá guarda uma parte importante da história do Paraná. E cuidar desse patrimônio é também gerar oportunidade, fortalecer a cultura, movimentar a economia da cidade”, declarou.

O presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, explicou que o Conviver tem como foco as pessoas que vivem e convivem com o patrimônio cultural nas cidades históricas brasileiras. A iniciativa, conforme descreveu, fortalece a gestão colaborativa dos bens culturais e reconhece os saberes e práticas das comunidades locais.

“No Paraná, lançamos hoje o Programa Conviver no Centro Histórico de Paranaguá. Uma parceria com a Universidade Federal do Paraná, viabilizada graças ao apoio dos deputados federais Gleisi Hoffmann, Carol Dartora e Toninho Wandscheer. Mais uma iniciativa que demonstra como a preservação do patrimônio cultural precisa ser uma construção coletiva”, registrou.

Deyvesson também inseriu o programa em uma mobilização nacional em defesa da memória brasileira. “Seguimos fortalecendo um grande pacto pelo patrimônio cultural brasileiro, reunindo governos, universidades, parlamentares, comunidades e sociedade civil em defesa da nossa história e da nossa identidade”, concluiu.

A programação em Paranaguá contou ainda com apresentação do grupo Mandicuera, de Fandango Caiçara, manifestação reconhecida como patrimônio cultural brasileiro desde 2012.

17.06.2026 - Lançamento do Programa Conviver em Paranaguá

Visitas institucionais em Paranaguá

A agenda da ministra no Paraná começou pela manhã, em Paranaguá, com visita à fachada do Instituto Federal de Educação, acompanhada de contextualização do secretário de Cultura e da equipe local.

Na sequência, Margareth Menezes visitou o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná. O compromisso antecedeu o lançamento do Programa Conviver, no Centro Histórico de Paranaguá.

17.06.2026 - Visita ao Acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná

Investimentos no Paraná

Os compromissos da ministra ocorreram em um contexto de fortalecimento da infraestrutura cultural no Paraná por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

O CEU das Artes Daniel de Jesus Rosa, onde ocorreu o lançamento do Territórios Verdes da Cultura, recebeu R$ 11,6 mil da Política Aldir Blanc para aquisição de equipamentos de iluminação para o teatro, além de investimentos complementares em áudio e iluminação por meio da Lei Paulo Gustavo.

Já o Museu Municipal Cristóforo Colombo recebeu investimento de R$ 505 mil para ampliação de sua estrutura, incluindo a construção de uma reserva técnica para preservação de um acervo de aproximadamente 2,5 mil itens. O equipamento também recebeu R$ 57 mil para aquisição de livros e R$ 59 mil para compra de expositores, fortalecendo suas ações educativas e de atendimento ao público.

Mariane Antunes, coordenadora do Comitê de Cultura do Paraná e do Coletivo Soylocoporti, salientou a importância dos lançamentos para o estado. “São iniciativas que fortalecem os territórios, ampliam o acesso à cultura e contribuem para uma sociedade mais democrática, inclusiva e conectada às realidades locais. Seguimos, assim, construindo pontes, fortalecendo diálogos e criando oportunidades para que artistas, agentes culturais e comunidades sejam protagonistas na construção de territórios cada vez mais participativos e culturalmente vivos”, concluiu.

17.06.2026 - Apresentações Culturais e Barreado - Paraná

Fonte: Ministério da Cultura

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