O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, que não tem papas na lingua, foi categorico quanto a filiação da sua vice-prefeita, Coronel Vânia, ao MDB, com ficha abonada pela deputada estadual Janaina Riva – presidente do diretório.
Afirmou que “se depender de ‘mim’, O MDB não assume nunca mais a Prefeitura [de Cuiabá]”, numa alusão ao retorno da sigla do ex-prefeito Emanuel Pinheiro.
Os embates entre Abílio e a coronel, que estava filiada ao partido Novo, acontecem desde o início do mandato, em janeiro de 2025.
Sempre há uma rusga a ser tratada, que envolve estrutura para a vice-prefeita, até a presença de Abílio na sede da Semob (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana) onde Vânia respondia pela pasta, em agosto de 2025.
Vale lembrar que, na época, o prefeito encontrou uma maca de massagem em uma sala reservada, levantando questionamentos.

No meio do caminho aparece a LOA (Lei Orçamentária Anual) com redução dos valores do gabinete da vice-prefeita. De R$ 3.847.364,00 a que tinha direito em 2025, o montante caiu para R$ 3.339.741,00 – cerca de meio milhão de reais a menos.
Se aproximando no Natal de 2025, Abilio assina um decreto concedendo à vice-prefeita, Coronel Vânia Rosa, autonomia sobre os recusos da sua pasta, podendo nomear e exonerar cargos comissionados do seu gabinete. Uma medida inédita na gestão do executivo cuiabano. E deixava claro, em comunicado, a importância das medidas, diante das “manifestações públicas da vice-prefeita sobre a importância de ampliar as prerrogativas administrativas do cargo”.


















