Autistas são o grupo de pessoas com deficiência que mais emitem CIN

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A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) permite a indicação de diferentes tipos de deficiência e as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são o grupo que mais tem usado essa ferramenta. Mais de 374 mil Pessoas com Deficiência (PcDs) já tiraram a CIN e cerca de 55% delas são autistas. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) nessa quarta-feira (02), Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

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Fonte: SGD

Isso significa que quase 220 mil pessoas com TEA já tem o símbolo do autismo (o laço ou fita da conscientização) em sua carteira de identidade, o que evita que elas precisem carregar laudos ou outros documentos para acessar seus direitos em diversas situações, como atendimento prioritário em locais públicos e privados ou acessar medicamentos de alto custo pelo SUS, por exemplo. 

Segundo o secretário de governo digital do MGI, Rogério Mascarenhas, a pessoa com autismo não precisa portar laudo médico nem a Carteira Digital de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). “A legislação diz que a carteira de identidade é prova suficiente das informações que constam nela, esclarece Rogério. 

Essa possibilidade agrada quem convive com as dificuldades do dia a dia. “O autismo é uma deficiência que não é visível. O selo de identificação facilita a comunicação das necessidades do meu filho”, opina Suellen Nascimento, mãe do Theo, de 4 anos.

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Ela explica que o menino já tinha o RG antigo, com a foto de bebê, que precisava ser atualizada por uma mais recente. Quando fomos atualizar o documento já optamos pela carteira de identificação nacional, o novo modelo, onde constam todos os outros documentos dele em um único documento”, complementa. 

Suellen se refere à capacidade da CIN de hospedar informações como tipo sanguíneo, fator RH, número de CNH, Título de Eleitor e outros documentos com acesso por meio de um QR Code, além dos símbolos de cada tipo de deficiência: auditiva, visual, física, intelectual e TEA. 

A mãe também elogia o atendimento especializado para PcDs que recebeu ao fazer a CIN do Theo em Teresina, Piauí. É interessante ter um local específico para atendimento dos autistas, que demandam um manejo um pouco mais humanizado, um pouco mais paciente, cauteloso. Isso pode evitar crises e desgastesdefende. Suellen também chama atenção para as necessidades de autistas não verbais e dos autistas já adultos, que vão sozinhos emitir a CIN. 

O estudante universitário Levi Queiroz (25), por outro lado, ainda não tirou sua CIN, mas já percebeu as vantagens da identificação. “Acho importante, pois eu já teria uma identificação oficial sem a necessidade de apresentação de laudo”, diz. Hoje ele precisa portar seu RG e mais uma identificação de deficiência válida para o Distrito Federal, onde reside. 

Levi foi diagnosticado há menos de 1 ano e explica que o que mais o incomoda no dia a dia é a dificuldade de fazer amizades e ter companhia para atividades de lazer. “O TEA foi algo que meu pai e minha mãe vinham investigando. Como eles são professores da rede pública, perceberam que o meu comportamento era semelhante ao de alunos que tinham o diagnóstico, explica o estudante de engenharia de software. 

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Integração com o GOV.BR 

A emissão da CIN dá automaticamente nível ouro a conta GOV.BR do cidadão ou cidadã e abre as portas para todos os 4.500 serviços digitais disponíveis na plataforma. “O objetivo é usar a tecnologia para melhorar e simplificar a vida das pessoas e prestar serviços públicos de forma automatizada no futuro”, diz Rogério Mascarenhas.  Até o momento, já foram emitidas mais de 23 milhões de CINs em todo o Brasil. 

Suellen Nascimento conta que usa o GOV.BR o tempo todo para assinar documentos, já que a ferramenta da plataforma garante certificação e validade jurídica aos documentos. Além disso ela usa a CIN digital pelo app GOV.BR para não ter que carregar consigo o documento impresso.  

Levi Queiroz também utiliza o GOV.BR, mesmo sem ter tirado a CIN. Ele explica que é microempreendedor individual e que resolve tudo relativo ao MEI na plataforma de serviços públicos do governo federal, além de se inscrever para concursos públicos. 

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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