Brasil celebra força do audiovisual na abertura do Shanghai International Film & TV Market

Foto: Luciele Oliveira/MinC

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A noite de abertura do Shanghai International Film & TV Market, realizada nesta sexta-feira (19), em Xangai, marcou um novo capítulo da cooperação audiovisual entre Brasil e China. A atividade integrou a missão oficial brasileira à República Popular da China, no contexto do Ano Cultural Brasil–China 2026, e reuniu autoridades, artistas, produtores, distribuidores, gestores públicos e representantes da indústria audiovisual dos dois países.

A programação da Noite do Brasil celebrou a presença brasileira no mercado internacional e reforçou a estratégia do Ministério da Cultura (MinC) de ampliar a circulação das obras nacionais, promover a internacionalização do setor audiovisual e abrir novas oportunidades de coprodução, distribuição, parcerias empresariais e atração de investimentos.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da cerimônia por meio de mensagem em vídeo, na qual celebrou as relações entre Brasil e China e destacou a importância da cultura como instrumento de aproximação entre os povos. Também participaram da abertura o secretário-executivo adjunto do MinC, Cassius Rosa; a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga; o cônsul-geral do Brasil em Xangai, embaixador Augusto Pestana; além de autoridades chinesas e representantes do setor audiovisual.

Em seu pronunciamento, Cassius Rosa enfatizou que a presença brasileira no Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF) e no Mercado Internacional de Filme e TV de Xangai faz parte de uma estratégia de fortalecimento do audiovisual brasileiro, alinhada à promoção da diversidade cultural, à valorização da produção nacional e à construção de oportunidades sustentáveis para criadores, empresas e instituições.

“Hoje, aqui em Xangai, nós temos a maior participação da história de festivais aqui na China, com mais de cem profissionais, entre diretores, atrizes, produtores e distribuidores”, afirmou o secretário-executivo adjunto. Segundo ele, a missão teve como objetivo aprofundar as relações culturais com a China, não apenas por meio da exibição da produção audiovisual brasileira, mas também pela abertura de novas frentes de negócios.

“O Brasil está vivendo um grande momento no seu cinema. Estivemos nos principais festivais de cinema do mundo mostrando a força do cinema brasileiro”, declarou Cassius.

Durante a cerimônia, o inspetor de Primeira Classe da Administração de Cultura e Turismo de Xangai, Dong Yi, celebrou a aproximação entre os dois países e destacou a ligação histórica entre os festivais de Xangai e o cinema brasileiro. “A verdadeira amizade não conhece distâncias. Mesmo separados por milhares de milhas, nos sentimos como vizinhos”, afirmou.

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Dong Yi também salientou o papel do audiovisual como ponte para ampliar o conhecimento mútuo entre os povos. “Com o apoio das atividades dos dois festivais, podemos abrir uma janela para o público chinês compreender o audiovisual e a cultura do Brasil”, disse. Para ele, cineastas brasileiros e chineses poderão buscar inspiração nas obras uns dos outros para criar novas histórias com capacidade de ressoar globalmente.

19.06.2026 - Noite Brasil - Abertura do Mercado do Filme e do Cinema em Xangai, China

Um dos destaques da noite foi a apresentação da Plataforma Brasil de Audiovisual, iniciativa voltada à promoção e à internacionalização da produção brasileira. O projeto foi apresentado por Paulo Feitosa, fundador da Quitanda Soluções, que mencionou a importância da ação para posicionar o país em uma das principais vitrines audiovisuais da Ásia.

“É uma honra apresentar a Plataforma Brasil de Audiovisual, uma ação criada para projetar, promover e fortalecer a internacionalização do audiovisual brasileiro”, celebrou. Ele explicou que a plataforma é uma realização do Ministério da Cultura em parceria com o Mercado Internacional de Cinema e TV de Xangai, com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Feitosa também deu destaque à relevância econômica do setor. “Somos parte da nova indústria do Brasil. Nosso setor movimentou cerca de doze bilhões de dólares e sustentou seiscentos mil empregos no ano de 2025”, afirmou. “Assim como a China, o Brasil entende o setor audiovisual como um setor estratégico de desenvolvimento”, completou.

A abertura também contou com a participação da atriz Paolla Oliveira, que representou a delegação artística brasileira. Em sua fala, ela relembrou o papel das histórias na construção de vínculos entre culturas. “Eu acredito muito no poder das histórias, e elas ajudam a gente a enxergar o mundo por outros olhares. Despertam empatia e nos lembram do que a gente tem em comum”, pontuou.

A atriz também destacou a diversidade cultural brasileira e a expectativa de que o público chinês conheça cada vez mais as narrativas produzidas no país: “O Brasil é um país diverso, criativo, cheio de riqueza cultural, e isso está presente na nossa música, na nossa gastronomia, na forma como a gente se relaciona, como a gente recebe as pessoas no nosso país. Claro, no cinema. Eu espero que o público chinês possa conhecer cada vez mais as nossas histórias e descobrir um pouco da pluralidade e da potência da nossa cultura”.

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Outro momento simbólico da cerimônia foi a apresentação da primeira coprodução oficial de animação entre Brasil e China. O projeto, fruto de parceria entre empresas e instituições dos dois países, foi destacado por Cassius Rosa como uma semente de cooperação cultural, intercâmbio criativo e construção conjunta de novas histórias.

“Esta é a primeira coprodução oficial de animação entre Brasil e China, fruto de uma parceria sólida. Estamos apenas começando. Já firmamos uma parceria para quatro temporadas e um longa-metragem, demonstrando nossa confiança no futuro dessa colaboração”, declarou.

Para o representante do MinC, a iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de diálogo em um cenário internacional que demanda cooperação: “Em um momento em que o mundo precisa cada vez mais de diálogo entre culturas, Brasil e China demonstram que é possível construir pontes através da arte, da inovação e do respeito à diversidade. Talvez essa seja uma das contribuições mais importantes da cultura: aproximar civilizações, fortalecer a compreensão mútua e ajudar a construir um futuro de paz”, finalizou

A presença brasileira na China incluiu ainda a Mostra de Cinema Brasileiro Focus Brasil e o Festival de Cinema Brasileiro, com circulação prevista em diferentes cidades chinesas entre junho e agosto de 2026. A programação ampliou a visibilidade da produção nacional e reforçou a agenda de aproximação entre governos, instituições e agentes do setor audiovisual.

Antes do encerramento da noite, o secretário Cassius Rosa, destacou a presença da atriz Lucélia Santos, amplamente conhecida na China, após a exibição da novela Escrava Isaura. “Obrigada por abrir o caminho para a cultura brasileira aqui na China”, finalizou.

A missão contou com o envolvimento de instituições parceiras, entre elas o Ministério da Cultura, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério do Turismo (MTur), a Fundação Nacional de Artes (Funarte), a Embratur, a ApexBrasil, o Sebrae e a Quitanda Soluções Criativas, além da cooperação técnica da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A noite foi encerrada com apresentações culturais, coquetel de relacionamento e encontros entre representantes brasileiros e chineses. Mais do que uma celebração, a abertura do Shanghai International Film & TV Market consolidou a presença do Brasil como potência criativa e reforçou o audiovisual como eixo estratégico para o desenvolvimento, a diplomacia cultural e a construção de novas pontes entre Brasil e China.

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Fonte: Ministério da Cultura

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