LAS VEGAS (EUA) – O Ministério das Comunicações concluiu sua agenda oficial no NAB Show 2026, nesta terça-feira (21), com uma imersão na área de exposição para conhecer soluções que darão suporte à TV 3.0 no Brasil. Ao fazer um balanço da missão, o ministro Frederico de Siqueira Filho afirmou que os três dias foram muito produtivos para a troca de experiências e de conhecimentos.
“Tudo o que vimos aqui reforça nosso propósito de transformar a tecnologia em uma ferramenta de inclusão digital. Com a TV 3.0, a tela da televisão passará a ser um portal de cidadania e interatividade”, afirmou o ministro. Ele ressaltou que o governo agora assume a responsabilidade de implementar essa inovação, com a meta de levar o novo sinal a algumas capitais brasileiras já a partir de junho..
A delegação brasileira foi composta por membros do Ministério das Comunicações, conselheiros da Anatel, parlamentares e representantes de emissoras e operadoras de televisão. O evento serviu para consolidar parcerias e validar o cronograma nacional para a operação da TV 3.0.
Inovação nacional
Na visita aos pavilhões, o ministro priorizou os estandes de empresas que desenvolvem tecnologias estratégicas para o mercado nacional. Um dos destaques foi a EiTV, empresa brasileira com presença nos Estados Unidos que colabora diretamente no desenvolvimento da plataforma que agregará soluções da TV 3.0 no país.
Outra inovação evidenciada foi a da Alfred AI, empresa sediada no Porto Digital, em Recife. A companhia apresentou soluções avançadas de software e hardware para o fluxo de trabalho de mídias digitais, processando desde arquivos de computador até streams de rede.
A comitiva ministerial também conheceu as aplicações de interatividade da Mirakulo, focadas no padrão ATSC 3.0, além das soluções de áudio imersivo do Instituto Fraunhofer, responsável pelo sistema MPEG-H, que garantirá som com qualidade de cinema para o telespectador brasileiro.
A agenda técnica incluiu também a Atlantis Tech, que apresentou ferramentas de atendimento via bots e softwares para adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), essenciais para garantir a segurança e a transparência na oferta de serviços públicos pela televisão.
“Saímos daqui com a grande responsabilidade de tornar a TV 3.0 em uma grande realidade de inovação, beneficiando toda a nossa população”, concluiu Frederico de Siqueira Filho.
Liderança e diálogo global
A agenda teve início no domingo (19), durante a abertura do SET:30, quando o ministro destacou que o Brasil vive um ciclo histórico de transformação na radiodifusão. Na ocasião, ele reforçou que o país não é apenas um seguidor de tendências, mas um agente ativo que contribui para moldar o setor.
Na segunda-feira (20), o protagonismo brasileiro destacou-se no palco mundial durante o painel “NextGen TV and TV 3.0: A Global Conversation on the Future of Broadcasting“. Ao lado de lideranças dos Estados Unidos (FCC), Índia e Coreia do Sul, o ministro detalhou como o Brasil está aperfeiçoando o padrão ATSC 3.0. O diferencial brasileiro, que inclui tecnologias como o MIMO e o LCEVC, foi apresentado como uma evolução que poderá ser incorporada por outras nações.
Fonte: Ministério das Comunicações






















