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Saúde
Segunda, 27 de novembro de 2023, 16h24

Guia de recomendações brasileiras de atividade física durante e após o tratamento oncológico


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Foi publicado, recentemente, o Primeiro Guia Brasileiro de Recomendações de Atividade Física Durante e Após o Tratamento Oncológico, o qual contou com a colaboração de diversos profissionais de diferentes áreas da saúde e tem a chancela da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A elaboração do Guia teve a coordenação do Profissional de Educação Física, Dr. Rafael Deminice, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Este documento tem o objetivo de fornecer subsídios técnicos para fundamentar a prática clínica de profissionais de saúde, em especial aqueles envolvidos nas áreas de oncologia e de promoção da atividade física através de recomendações de práticas de atividades físicas/exercícios físicos para pessoas maiores de 18 anos que têm ou tiveram câncer. Além disso, caracteriza-se por ser uma abordagem metodológica baseada em evidências, a qual foi empregada para formular as recomendações elencadas. Ademais, busca embasar profissionais no desenvolvimento de ações e estratégias relacionadas à prática de atividades físicas/exercícios físicos, contribuindo para a redução da inatividade física e para a promoção da saúde de pessoas que têm ou tiveram câncer.

De maneira geral, a prática de atividades físicas/exercícios físicos durante o tratamento oncológico é segura e tolerável, e apresenta baixo risco de eventos adversos. A prática regular de atividades físicas/exercícios físicos durante e após o tratamento oncológico reduz a fadiga, melhora o estado psicossocial e a qualidade de vida, e evita o comprometimento funcional (certeza da evidência alta), além de promover a qualidade e prevenir distúrbios do sono (certeza da evidência moderada).

Em relação aos diversos aspectos relatados no Guia, 6 (seis) pontos merecem destaque:

· De forma geral, a prática de atividades físicas/exercícios físicos para pessoas que têm ou tiveram câncer é tolerável e segura, inclusive quando praticada durante o tratamento oncológico (quimioterapia, radioterapia, terapia endócrina ou outros);

· Ao recomendar a prática de atividades físicas/exercícios físicos, considere as particularidades de cada tipo de câncer, contraindicações e possíveis eventos adversos causados pelo tratamento;

· Ao recomendar a prática de atividades físicas/exercícios físicos, considere preferências, disponibilidade de tempo e local apropriado para a prática. É fundamental colocar a pessoa que tem ou teve câncer como elemento central no processo de construção da sua vida mais ativa fisicamente;

· Encoraje sempre as pessoas diagnosticadas com câncer a praticar atividades físicas/ exercícios físicos regularmente. É recomendado a prática de 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, ou 75 minutos semanais de atividade física de intensidade vigorosa, ou uma combinação equivalente de atividades moderadas e vigorosas;

· Todo movimento conta. Mesmo que não atinja o tempo recomendado, a prática regular de atividades físicas/exercícios físicos auxilia no controle de sintomas, além de trazer outros benefícios para a saúde. Praticar qualquer quantidade e tipo de atividade física/exercício físico é melhor que ficar parado;

· Promova a prática de atividades físicas/exercícios físicos como um hábito, incorporando-a na rotina das pessoas. Isso pode ajudar muito no tratamento oncológico e na qualidade de vida e bem-estar de pessoas que têm ou tiveram câncer. As possibilidades são muitas, desde aquelas que fazemos no dia a dia, como caminhar, andar de bicicleta, dançar, passear com o animal de estimação e praticar esportes recreativamente, até aquelas mais sistematizadas, como ginástica e musculação.

 

Projeto Oncofitness

Nesse contexto, o HCanMT, em parceria com a UFMT e Sinpol-MT, com financiamento da FAPEMAT, e sob a Coordenação do Prof. Dr. Fabrício Voltarelli, iniciou, há aproximadamente 6 meses, o Projeto Oncofitness. O Projeto é desenvolvido nas dependências do Sinpol-MT, que possui uma ótima infraestrutura de academia, quadras, campos e piscinas, sob a Coordenação do Diretor Arley Dema.

O Oncofitness tem como intuito prescrever exercícios físicos para pacientes mulheres em tratamento do câncer de mama, as quais vêm realizando treinamento específico para essa população (exercícios aeróbios, de musculação e funcional), sendo esse supervisionado por dois profissionais de Educação Física, os Professores Ailton Machado e Sérgio Itacarambi.

Exercícios como caminhada em esteira e com cargas, associados a prancha e agachamento, por exemplo, vêm gerando efeitos positivos no organismo e saúde das pacientes. Isto é, analisando as últimas avaliações físicas, foi possível verificar que as mulheres melhoraram consideravelmente parâmetros muito importantes para auxiliar no tratamento oncológico, tais como diminuição da gordura corporal, aumento da massa magra e, como consequência, melhores resultados em testes físicos específicos (sentar e levantar, força de preensão manual, flexibilidade, entre outros).

Além disso, parâmetros importantes referentes a composição corporal, determinados por meio de bioimpedância, também denotaram melhora, como por exemplo, o ângulo de fase, cujo índice indica a qualidade da membrana do músculo esquelético das pacientes. Neste índice, houve melhora na ordem de 30 a 40%.

Em conjunto, esses resultados impactam, também, sobre outras questões importantes para as mulheres, tais como a autoestima, a sociabilização e a diminuição da fadiga para realizarem as tarefas de vida diária.

Vale destacar que participam deste Projeto como membros os Doutores Rafael Sodré, Eduardo Romero, Laís Souza, Verônica Oliveira e Haracelli Leite, todos do HCanMT.

Conteúdo do Coordenador do Oncofitness® (UFMT/HCanMT), Prof. Dr. Fabrício Voltarelli

 

Primeiro Guia Brasileiro de Recomendações de Atividade Física Durante e Após o Tratamento Oncológico – disponível na íntegra no site da SBOC (https://www.sboc. org.br/) e no Portal do INCA (http://www.inca.gov.br).




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