Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste domingo (20.9), 14 incêndios florestais, nos municípios de Guarantã do Norte, Rondonópolis, Novo Mundo, Água Boa, Planalto da Serra, Marcelândia, Novo Santo Antônio, General Carneiro, Guiratinga, Poconé e Poxoréu.
Em Guarantã do Norte, Novo Santo Antônio e Poxoréu, os militares combatem dois incêndios florestais em cada município. Nas demais localidades, as equipes atuam no combate a um incêndio florestal em cada município.
Em Poxoréu, equipes do CBMMT atuam no combate e monitoramento de dois incêndios florestais. Na região do Vale Verde, na divisa com Primavera do Leste, o incêndio permanece controlado e contido em uma área de vegetação alagada, sem avanço para outras áreas, e as equipes seguem realizando o monitoramento do local. Já na região da MT-130, em outro ponto do município, os bombeiros atuam diretamente no combate às chamas de um segundo incêndio florestal na área.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As ações de combate contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 238 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 172 focos foram registrados na Amazônia, 65 focos no Cerrado e um foco no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados 25 focos de calor, sendo sete focos na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; cinco focos na Terra Indigena Urubu Branco, em Santa Terezinha; três focos na Terra Indigena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; três focos na Terra Indigena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; três focos na Terra Indigena Zoró, em Rondolândia; dois focos na Terra Indigena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo; um foco na Terra Indigena Marechal Rondon, em Paranatinga e um foco na Terra Indigena Piripkura, em Colniza.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).






















