Cultura Viva é debatida no 10º Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União

Foto: Ascom MinC

publicidade

O último dia do 10º Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União, realizado nesta quarta-feira (5), contou com uma palestra do Ministério da Cultura (MinC) sobre a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV). Promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o evento reuniu gestores públicos e representantes da sociedade civil para debater a melhoria da gestão e o controle das transferências de recursos da União.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre essa iniciativa do Ministério da Cultura, que há mais de 20 anos reconhece e fomenta grupos, coletivos e instituições como Pontos de Cultura. Durante a palestra, o diretor da PNCV, João Pontes, apresentou os principais conceitos, objetivos, instrumentos e recursos dessa política, baseada na parceria dos governos federal, distrital, estaduais e municipais com a sociedade civil.

“Se os bens e serviços culturais são um direito de todas as pessoas, é uma obrigação do Estado garanti-los. Se o Estado tem como estratégia potencializar esses grupos culturais, nós não estamos fazendo um favor a eles. E essa é, para mim, a grande postura de quem trabalha na gestão pública diante dos Pontos de Cultura e dos grupos de base comunitária. Nós não estamos fazendo nenhum favor. Pelo contrário, são os grupos culturais que estão, na minha avaliação, fazendo um favor ao Estado”, enfatizou.

Leia Também:  Chegada de novos peritos deve reduzir as filas do INSS, afirma Wolney Queiroz

João Pontes destacou ainda o investimento histórico viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, que tem expandido significativamente a presença da Cultura Viva na maior parte dos municípios do país e em todas as unidades da federação. “Nunca na história dessa humanidade teve tanto dinheiro para política de base comunitária na área da cultura. A gente tem pesquisado junto aos outros países e, de fato, esse valor de R$ 450 milhões para cerca de 15 mil Pontos de Cultura é realmente super relevante”, enfatizou.

Além de apresentar um balanço do primeiro ciclo de execução da Cultura Viva no âmbito da Aldir Blanc, o diretor compartilhou as diretrizes para a nova etapa de execução dos recursos, repassados pelo MinC a estados, municípios e ao Distrito Federal. As regras estão estabelecidas na Portaria Nº 206/2025, publicada em 14 de maio. O MinC tem trabalhado para tornar os editais mais simples, fazer mais atividades de formação, produzir materiais educativos e ampliar a equipe de atendimento para tirar dúvidas dos gestores.

Leia Também:  MIDR autoriza repasse de R$ 12,1 milhões para 16 municípios afetados por desastres

Para saber mais sobre essa ação, acesse aqui

Foto: Ascom MinC
Foto: Ascom MinC

Emendas Parlamentares

Na sequência da programação da Jornada da Cultura, a coordenadora-geral de Parcerias da Cultura Viva, Iara Zannon, ministrou uma palestra sobre a execução de projetos com recursos de emendas parlamentares para a cidadania e diversidade cultural.

Reforçou, principalmente, a importância da fase de elaboração dos projetos, como evitar problemas na prestação de contas e o funcionamento da plataforma Transferegov.

“Nas emendas parlamentares, o MinC repassa um recurso que é do Poder Legislativo. Então, tem a responsabilidade de transferir para um beneficiário, que é parceiro do Ministério, para ter uma boa execução desse projeto e um bom uso de um recurso”, explicou.

Lembrou ainda que, mesmo o recurso não sendo do Poder Executivo, os projetos realizados com emendas devem estar alinhados com as prioridades de ação, políticas e projetos do Ministério da Cultura. “O principal recado para as organizações é que elas tenham transparência e que registrem tudo que elas fazem para ter uma boa gestão do recurso público”, orientou Iara Zanon.

Fonte: Ministério da Cultura

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade