Descentralização das metrópoles impulsiona crescimento em 112 municípios nordestinos

Descentralização ajuda a diminuir desigualdades entre os municípios de uma mesma região (Foto: Divulgação/PMM)

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Brasília (DF) – Com o objetivo de diminuir a desigualdade entre os municípios de uma mesma região e descentralizar os vetores de desenvolvimento das grandes metrópoles, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR), lançou, em dezembro de 2024, o Programa Cidades Intermediadoras. Diante de sua riqueza e imensidão, a região Nordeste não ficou de fora, e todos os estados foram contemplados pela iniciativa.

“O Nordeste hoje é uma  região de grandes oportunidades, com cidades e estados que têm se fortalecido, porém ainda há poucos fluxos e conexões entre eles. As capitais são importantes, mas ainda são poucas as cidades que possuem estrutura suficiente para atrair e fixar obras, serviços e produção de grande porte ou complexidade”, explica a secretária da SDR, Adriana Melo. “O objetivo, então, é promover a ativação em rede das cidades que se conectam no território e tornar o Nordeste uma região com dinâmica mais interiorizada e capilarizada. Isso contribuirá diretamente com seu processo de desenvolvimento”, concluiu a gestora.

Ao todo, 112 municípios farão parte do programa, são eles:

Alagoas

(13 municípios)

Campestre, Colônia Leopoldina, Jacuípe, Japaratinga, Jundiá, Maragogi, Matriz de Camaragibe, Novo Lino, Passo de Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedras, São Luís do Quitunde e São Miguel dos Milagres

Bahia

(10 municípios)

Barra, Brotas de Macaúbas, Buritirama, Gentio do Ouro, Ibotirama, Ipupiara, Morpará, Muquém de São Francisco, Oliveira dos Brejinhos e Xique-Xique

Ceará

(7 municípios)

Amontada, Itapipoca, Miraíma, Trairi, Tururu, Umirim e Uruburetama

Maranhão

(15 municípios)

Alto Alegre do Pindaré, Araguanã, Bela Vista do Maranhão, Bom Jardim, Governador Newton Bello, Igarapé do Meio, Monção, Nova Olinda do Maranhão, Pindaré-Mirim, Pio XII, Santa Inês, Santa Luzia, São João do Carú, Tufilândia e Zé Doca

Paraíba

(12 municípios)

Bom Jesus, Bonito de Santa Fé, Cachoeira dos Índios, Cajazeiras, Carrapateira, Monte Horebe, Poço de José de Moura, São João do Rio do Peixe, Santa Helena, São José de Piranhas, Serra Grande e Triunfo

Pernambuco

(13 municípios)

Betânia, Calumbi, Carnaubeira da Penha, Flores, Floresta, Jatobá, Mirandiba, Petrolândia, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, Serra Talhada, Tacaratu e Triunfo

Rio Grande do Norte

(17 municípios)

Apodi, Areia Branca, Augusto Severo, Baraúna, Caraúbas, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Itaú, Janduís, Messias Targino, Mossoró, Rodolfo Fernandes, Tibau, Serra do Mel, Severiano Melo e Upanema

Sergipe

(14 municípios)

Areia Branca, Campo do Brito, Carira, Frei Paulo, Itabaiana, Macambira, Malhador, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Pedra Mole, Pinhão, Ribeirópolis, São Domingos, São Miguel do Aleixo

Piauí

(11 municípios)

Bom Princípio do Piauí, Buriti dos Lopes, Cajueiro da Praia, Caraúbas do Piauí, Caxingó, Cocal, Cocal dos Alves, Ilha Grande, Luís Correia, Murici dos Portelas e Parnaíba.
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Antes de tirar o projeto do papel, foram realizados estudos, análises e ajustes dos elementos necessários para a sua composição, além do estabelecimento de critérios para escolha das Cidades Intermediadoras. “Entendemos que planejar o território significa pensar nas cidades enquanto núcleos estratégicos para adensamento do tecido produtivo, oferta de serviços de maior qualidade, retenção de capital humano e promoção do desenvolvimento nas áreas de sua influência”, argumenta a secretária Adriana.

O programa vai aumentar as oportunidades de trabalho e renda, melhorar o acesso a serviços públicos e fortalecer a infraestrutura econômica e urbana. Para isso, será feita uma coordenação entre políticas federais e ações dos estados e municípios. A iniciativa também busca implementar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), promovendo redes de cidades conectadas, o que pode aliviar a pressão sobre os grandes centros urbanos.


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