Em 2026, a cultura está no centro do fortalecimento dos laços bilaterais entre Brasil e China: o Ano Cultural Brasil-China se estabelece para fomentar a cooperação cultural com foco nas artes, na inovação, na sustentabilidade e no desenvolvimento econômico criativo. A primeira etapa da programação deste marco se dá com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Leonardo Lessa, numa agenda de encontros institucionais e uma programação artística que destaca a música brasileira. Entre os dias 27 de abril e 4 de maio, 22 shows do Brasil serão apresentados, nas cidades de Pequim e Xangai, onde ocupam com potência o JZ Spring Festival, um dos mais relevantes festivais de jazz e música contemporânea da Ásia.
O Ano Cultural Brasil-China é fruto da Declaração Conjunta de Brasília, acordo que trata da Formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo Mais Justo e um Planeta Mais Sustentável. A celebração se desenvolve em ambos os países, como uma estratégia de longo prazo para o diálogo entre duas grandes civilizações contemporâneas e para a construção de futuros compartilhados por meio da cultura.
Para a composição da programação artística de todas as etapas do Ano Cultural Brasil-China, a ministra da Cultura instituiu uma comissão composta pela Funarte, que conta com a participação de outras instituições governamentais convidadas: Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Turismo (MTUR), Embratur, Instituto Guimarães Rosa (IGR), Consulado-Geral do Brasil em Xangai e Embaixada do Brasil em Pequim. O trabalho desta comissão vem se dando em intenso diálogo e articulação com os mais diversos agentes envolvidos nessa cooperação estratégica, dentre eles, empresas estatais patrocinadoras – Petrobras, Sebrae, BNDES e Caixa Econômica Federal – e instituições culturais brasileiras parceiras, que atuam na produção executiva da ação, trazendo todo acúmulo de suas experiências em promoção internacional das artes e atuações anteriores no mercado cultural chinês: Quitanda Soluções Criativas, Instituto Cuidare e Ibero Culturas.
Frente a oportunidade de fortalecer a relação do setor cultural entre Brasil e China, diversos fatores vêm sendo considerados para a composição da programação artística. Para a “Plataforma Música Brasil”, buscou-se garantir variedade de estilos – erudito, popular, jazz, bossa nova, música afro‑brasileira contemporânea, orquestras jovens – e diversidade regional, geracional, de gênero e étnico-racial. Estão presentes artistas já reconhecidos pelo público chinês e também os com potencial de entrada estratégica no mercado, capazes de gerar redes, parcerias e novas oportunidades de circulação para a música brasileira na China e na Ásia.
A comissão também provocou a pactuação federativa, convocando Governos Estaduais a indicar e investir em projetos de seus territórios, o que viabilizou, por exemplo, o concerto da Orquestra NEOJIBA, da Bahia, na Sala de Concerto da Cidade Proibida, em Pequim, no dia 29 de abril. Também em Pequim, o violonista paulista João Camarero se apresenta na casa de shows Blue Note, em tributo a Baden Powell, no dia 28 de abril.
JZ Spring Festival – Com a “Plataforma Música Brasil”, o JZ Spring Festival, em Xangai, vai se transformar em um dos maiores palcos da música brasileira no exterior, de 30 de abril a 5 de maio. O concerto de abertura será de Ivan Lins, artista brasileiro mais reconhecido na China, abrindo portas a uma extensa programação de artistas do Brasil, que também apresenta Adriana Calcanhotto, Hamilton de Holanda, Felipe & Manoel Cordeiro e Dorivã Passarim do Jalapão, mestre das artes reconhecido pelo Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes. Unem-se a estes nomes João Camarero, Jonathan Ferr, Josiel Konrad, Josyara, Juliana Linhares, Khrystal, Luedji Luna, Mel Mattos, Orquestra Cabulosa, Silvero Pereira e Tauí Castro.
Esta comitiva diversa responde às oportunidades mapeadas na China, considerando a receptividade do público local e as potencialidades de desdobramentos efetivos. Pela via diplomática, foram também aproveitados projetos em curso, com viabilidade financeira e institucional previamente encaminhada.
A Comissão de Programação da “Plataforma Música Brasil” atuou, portanto, como articuladora institucional, alinhando governos, instituições, empresas, produtoras e parceiros chineses para analisar o mercado musical da China e unificar uma programação que apresenta um retrato plural e impulsionante da música contemporânea brasileira na Ásia.
Fonte: Ministério da Cultura





















