O Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025, publicado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, apresenta iniciativas concretas que vêm consolidando a diversidade como valor institucional e eixo estruturante de gestão corporativa.
Desde 2024, estatais federais já vinham ampliando, de forma voluntária, os percentuais de vagas destinadas a grupos prioritários em seus processos seletivos. BNDES e Correios se colocaram à frente, com reserva de até 30% das vagas para pessoas negras e até 15% para PcD, além de percentual para indígenas, antes mesmo da Lei nº 15.142, de junho de 2025.
Esse movimento foi estruturado com a consolidação do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais, coordenado pelo MGI em conjunto com ministérios setoriais e que já reúne 40 estatais e subsidiárias. A iniciativa, lançada em 2024, promove de maneira coordenada capacitação de lideranças e criação de ambientes corporativos mais inclusivos.
A agenda também avançou na incorporação de metas e instrumentos de gestão que vinculam a promoção da diversidade a resultados institucionais. “A diversidade se mostrou um diferencial para organizações que buscam ser mais eficientes, entregar melhores produtos e tomar melhores decisões”, afirmaram as signatárias do Pacto em carta de posicionamento lançada em fevereiro de 2025.

- Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas empresas estatais
O Pacto adotou o modelo de governança “pratique ou explique”, pelo qual cada empresa deve demonstrar o cumprimento dos compromissos assumidos ou justificar, com transparência, eventuais lacunas.
A Caixa estabeleceu a meta de alcançar 36% de mulheres em cargos de chefia até 2030; o Banco do Nordeste (BNB) criou o Indicador de Liderança Feminina, incorporado à remuneração variável dos dirigentes; e a ABGF ampliou o acesso de empresas lideradas por mulheres ao Seguro de Crédito à Exportação.
Para a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a consolidação dessa agenda reforça o papel indutor das estatais na promoção de pautas de inclusão.
“As estatais são fundamentais para a economia, para a inovação e para o atendimento à população, mas também têm um papel central como referência em diversidade e inclusão. Quando essas empresas avançam, elas puxam o restante do mercado na mesma direção”, afirmou Dweck durante seminário de 20 anos do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, em novembro.
O avanço da agenda de DE&I também se reflete na criação de ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos. O relatório destaca o Programa Previna, do BNB, voltado ao enfrentamento do assédio moral, sexual e da discriminação, além da adesão das empresas signatárias ao Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, formalizada por Carta Compromisso e incorporada ao Plano de Trabalho 2026–2027.
Resultados agregados
O Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025 reúne informações sobre 44 empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo governo federal.
A publicação busca apresentar, de forma estruturada e acessível, informações sobre atuação, desempenho e serviços prestados pelas empresas públicas e reforça o compromisso do MGI com a transparência, o controle social e a qualificação da atuação das estatais como instrumentos de desenvolvimento, soberania e inclusão.
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Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos























