Em Congresso da Abraji, ministro da Previdência Social diz que “entender que o Estado falhou é basilar para construir novos modelos de gestão”

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O ministro de Estado da Previdência Social, Wolney Queiroz, participou, nesta sexta-feira (11), do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo. Durante a sabatina, Queiroz abordou temas como os descontos associativos indevidos, o cenário da seguridade social no país e as perspectivas para 2026.

A entrevista foi feita pelos jornalistas Luiz Vassallo, repórter do Metrópoles; pela diretora da Abraji, apresentadora e analista de política, Basília Rodrigues; e por Breno Pires, repórter da revista Piauí e conselheiro da Abraji.

Ao abordar o tema dos descontos associativos, o ministro reconheceu que o Estado falhou. “Esse entendimento de que o Estado falhou é basilar para construir os novos modelos de gestão daqui para a frente”.

Para isso, Queiroz argumentou que está reestruturando os modelos de gestão do ministério. “Estamos reestruturando áreas importantes do Ministério. Estamos fazendo seminários para mostrar a importância da Ouvidoria, da Corregedoria, do controle Interno. Vamos dar a devida relevância a essas áreas que são fundamentais para melhorar os mecanismos de controle e governança”, destaca Queiroz.

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Acrescentou que está empoderando mais áreas de fiscalização dentro do Ministério. “Estamos querendo estabelecer integridade, governança, transparência. Estamos dando mais empoderamento para o setor de Inteligência da Previdência Social que atua e compõe a Força-Tarefa Previdenciária. Só entre 2023 e 2024, as ações dessa força-tarefa foram responsáveis por uma economia projetada de R$ 3 bilhões”, afirmou o ministro.

Ao ser questionado sobre o futuro da Previdência Social, Queiroz enfatizou a importância do sistema para o país. “ A Previdência Social é o maior sistema de proteção social do planeta. São R$ 1 trilhão anuais que são injetados diretamente nas contas dos municípios brasileiros, nas cidades brasileiras. Hoje, 65% dos municípios brasileiros sobrevivem fundamentalmente dos recursos previdenciários pagos a beneficiários do sistema, nos outros 35% dos municípios brasileiros a Previdência Social é a segunda maior injeção de recursos, perdendo apenas para o fundo de participação dos municípios”.

O ministro encerrou a participação respondendo a um questionamento sobre a desconfiança de jovens com o sistema previdenciário. “O nosso desafio é reestabelecer essa confiança. Somos o maior sistema de proteção social do mundo, nós devemos nos orgulhar disso e sabemos que estamos enfrentando desafios importantes. Um deles é justamente comunicar para a sociedade que apesar dos problemas, o sistema funciona e é essencial. Nós temos a responsabilidade de garantir que as futuras gerações possam confiar nesse sistema, e isso passa pela transparência e pela boa gestão”, encerrou Queiroz.

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O Congresso da Abraji promove palestras, debates e oficinas com uma diversidade de temas e representações que compõem a sociedade e o campo jornalístico. As discussões do evento acompanham as mudanças políticas, sociais e tecnológicas que impactam a imprensa, seus profissionais e a democracia como um todo.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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