A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou, nesta quarta-feira (13), de um encontro com influenciadores e comunicadores baianos. O evento aconteceu no Museu de Cultura Afrobrasileira (Muncab), em Salvador, e reuniu nomes de grande presença nas redes sociais.
Essa ação, promovida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), visa fortalecer o diálogo, a escuta e a distribuição de informações relacionadas às ações do Governo do Brasil.
Através da escuta ativa e mapeamento dos cenários, é possível entender em profundidade as análises e os relatos dos comunicadores que estão na linha de frente do debate público nos estados.
O encontro em Salvador contou com as presenças de Matheus Buente, Ruivo Baiano, Midiã Noelle, Ivan Mesquita, Pedro da Mata, Kaique Brito, Daniel Ferreira, Val Benvindo, Carla Akotirene, Luana Palmier e Irmã Uda, Marinho Soares, Lilian Gleide (Instituto Negras Juristas) e Denise Ferreira (Instituto Negras Juristas).
No bate-papo com os comunicadores e influenciadores, a ministra compartilhou um pouco da própria história e as dificuldades que enfrentou enquanto artista independente para se afirmar no mundo da música. Ela ressaltou a importância da nacionalização de políticas culturais e de ações como as que vêm sendo desenvolvidas pelo MinC para fomentar a cultura e trazer dignidade ao artista.
Ela ainda fez questão de destacar o valor do artista enquanto um trabalhador como o de outro segmento econômico. “A gente que é artista também começa a vida com todos os anseios daqueles que estão buscando um porto seguro na sua profissão”, disse.
O historiador, humorista e influenciador digital Matheus Buente destacou que ações de nacionalização de fomento à cultura são fundamentais para transformar a realidade histórica do Brasil. “Eu acredito muito que a gente tem um enfrentamento cultural a se fazer, principalmente no que diz respeito a quem acessa as mídias hegemônicas. Eu percebo que, como artista baiano, muitas oportunidades não chegam para mim por conta do meu CEP. Só por morarmos aqui, a gente não é considerado para estar em diversos espaços”, afirmou.
A diretora do Muncab, Cintia Maria, agradeceu ao MinC pelas ações que vêm sendo desenvolvidas sobretudo pelo fato da cultura ter voltado a ser uma atividade econômica possível. “Esse trabalho tem colaborado para que muitas pessoas que vivem da cultura, assim como eu, possam voltar a viver daquilo que realmente gostam de fazer”, disse.
Luana Palmier, que divide o perfil no Instagram com a mãe Irmã Uda, contou que a vida de influenciadora, para além de ter se tornado um trabalho, ajudou a mãe a se curar de um processo depressivo iniciado após o pai de Luana sofrer um AVC. “Minha mãe é uma pessoa que não tinha mais alegria de viver e hoje ela consegue olhar para uma câmera e gravar a receita de uma comida, com muito bom humor”, revelou.
No encontro, a ministra apresentou iniciativas como a Escult, escola virtual e gratuita do Ministério da Cultura que possui hoje 187 mil estudantes cadastrados, 65 mil estudantes concluintes, 294 mil inscrições nos cursos e quatro milhões de visitas à plataforma.
Além disso, ações como a Lei Rouanet e seus desdobramentos, a PNAB e importância da multiplicação e valorização dos Pontos e Pontões de Cultura também foram abordados.
“Eu agradeço muito ao Muncab por nos receber nesse espaço e a todos vocês influenciadores e comunicadores que se dispuseram a estar aqui hoje para tratarmos de temas tão relevantes para a cultura e a economia brasileira”, concluiu a ministra.
Fonte: Ministério da Cultura


























