As empresas estatais federais ampliaram, em 2025, iniciativas voltadas à sustentabilidade, à adaptação climática, à infraestrutura resiliente, à eficiência energética, ao financiamento sustentável e à redução de emissões. Os dados constam do Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025, publicado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
COP30
Durante a COP30, realizada em novembro, em Belém (PA), as estatais federais tiveram atuação em frentes diversas. A Embrapa promoveu a AgriZone, espaço dedicado a soluções de agricultura de baixo carbono, que recebeu 24 mil visitantes de 46 países. A EBC realizou a maior cobertura de sua história, com mais de 300 profissionais mobilizados e 42 sinais simultâneos.
Entre os legados para a infraestrutura da capital paraense, o relatório destaca a modernização do Porto de Outeiro, que teve sua capacidade operacional duplicada pela Companhia de Docas do Pará.
Financiamento sustentável
No financiamento sustentável, o Banco do Brasil prevê mobilizar R$ 500 bilhões até 2030, sendo R$ 200 bilhões para agricultura sustentável, e lançou plano com 100 ações estratégicas de sustentabilidade, segundo o relatório. No âmbito regional, o Banco do Nordeste contratou R$ 2,13 bilhões para empreendimentos de geração de energia renovável.
A Caixa aparece no documento com a maior carteira de finanças sustentáveis do mercado, de R$ 867,5 bilhões. O Fundo Socioambiental Caixa destinou R$ 60 milhões a 21 projetos, incluindo R$ 50 milhões para 12 iniciativas de florestas produtivas, agricultura regenerativa e recuperação de áreas degradadas, além de contribuir para o plantio de 1,1 milhão de árvores.
O BNDES, em parceria com a Petrobras, manteve os projetos Floresta Viva e Restaura Amazônia, que somam R$ 218 milhões para a recuperação de áreas nos biomas Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal. O banco é gestor financeiro do Fundo Amazônia, do Fundo Clima e do Fundo Rio Doce e aplicou sua Taxonomia de Sustentabilidade na aprovação de R$ 45,78 bilhões em economia verde e transição energética.
Conhecimento e prevenção de riscos
Na produção de conhecimento, a Empresa de Pesquisa Energética apoiou o planejamento do setor com estudos sobre fontes renováveis, hidrogênio de baixa emissão, combustíveis sustentáveis e biometano.
O Serviço Geológico do Brasil contribuiu para a adaptação climática e a prevenção de desastres com 178 mapeamentos de risco, 19 sistemas de alerta hidrológico e avaliação de áreas com recursos para a transição energética.
Resultados Agregados
O Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025 reúne informações sobre 44 empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo governo federal.
A publicação busca apresentar, de forma estruturada e acessível, informações sobre atuação, desempenho e serviços prestados pelas empresas públicas e reforça o compromisso do MGI com a transparência, o controle social e a qualificação da atuação das estatais como instrumentos de desenvolvimento, soberania e inclusão.
Acesse o documento completo: Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos























