Exposição “Sopro Humano Yanomami e Ye’kwana sustentando a terra floresta” é aberta em Brasília com retrato sensível da crise humanitária

(Foto: Gabriela Oliva/MDHC)

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(Foto: Gabriela Oliva/MDHC)
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Foi realizada, na segunda-feira (27), a abertura da cerimônia da exposição “Sopro Humano: Yanomami e Ye’kwana sustentando a terra floresta”, iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A mostra reúne fotografias produzidas durante missões institucionais em Roraima após o reconhecimento da emergência humanitária no território, em 2023. As imagens revelam não apenas os impactos da crise, mas também caminhos de reconstrução e resistência.

A exposição, originada a partir do projeto “Fortalecimento das Políticas de Defesa e de Promoção dos Direitos Humanos para os Povos Indígenas do Estado de Roraima”, desenvolvido no âmbito da Fiocruz Brasília em parceria com o MDHC, propõe uma curadoria ancestral, com um olhar sensível sobre os territórios e modos de vida dos povos Yanomami e Ye’kwana, entre violações e resistência.

Os registros desta primeira edição são da chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do MDHC, Márcia Cruz, da fotógrafa e filmmaker, Daniela Pinheiro, da coordenadora-geral do Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana (CREDHYY), Icleia Moura de Castro, da jornalista Sônia Corrêa, também vinculada à pasta, além de Karina Zambrana, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e de Bruno Mancinelli, da Casa de Governo em Roraima.

(Foto: Gabriela Oliva/MDHC)
(Foto: Gabriela Oliva/MDHC)

O espaço também reúne instalações com frases inspiradoras extraídas das obras de Davi Kopenawa Yanomami, xamã e um dos principais porta-vozes de seu povo. A mostra se estrutura em três eixos centrais: “Território e Cultura”, que apresenta modos de vida e saberes tradicionais; “Crise e Violação”, que evidencia os impactos do garimpo ilegal, da desassistência e das múltiplas violências; e “Cuidado e Resposta”, voltado à atuação do Estado, da Fiocruz e das redes locais na reconstrução de estratégias de proteção e garantia de direitos.

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Segundo Márcia Cruz, “as fotografias mostram esses três momentos: desde a crise humanitária até a resposta do governo. A ideia é apresentar parte do trabalho realizado nas missões do Ministério, em parceria com a Fiocruz, que atua no cuidado com a saúde da população indígena”.

Para Daniela Pinheiro, a fotografia é uma troca de experiências e um ato político: “Esse processo começou na escuta e no reconhecimento da força feminina que sustenta e transmite saberes ancestrais. Acompanhei o trabalho de mulheres indígenas que atuam como intérpretes no CREDHYY e no Centro de Atendimento Integrado à Criança Yanomami e Ye’kwana (CAICYY). E isso já traz uma dimensão muito importante: são mulheres na linha de frente, mediando mundos, línguas, saberes e experiências”.

Rede de proteção

(Foto: Daniela Pinheiro/MDHC)
(Foto: Daniela Pinheiro/MDHC)

A coordenadora da Fiocruz Brasília, Cecília Andrade de Melo e Silva, comentou que a exposição é um “convite à escuta, um espaço onde a gente se aproxima da realidade dos povos Yanomami e Ye’kwana com respeito e responsabilidade”.

Já Edneia Ye’kwana, uma das indígenas que foram fotografadas por Daniela Pinheiro e trabalha como intérprete nos Centros de Referência de Roraima, declarou que “é muito gratificante trabalhar para o meu povo, mostrar para os visitantes nossa cultura, cada pintura que mostra os nossos traços, nossa história, nossa vida”.

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Entre as ações de proteção aos indígenas da região estão a implementação do CREDHYY e do CAICYY, além de formações contínuas para profissionais que atuam nesses espaços. Eles atuam na proteção, denúncia e garantia de direitos dessa população, com foco na saúde, nutrição e proteção infantil contra violência e negligência.

Nesse contexto, o MDHC tem papel central na resposta à emergência humanitária, atuando na articulação de políticas públicas, na reconstrução da rede de proteção e na garantia de direitos.

As obras podem ser apreciadas até o dia 26 de junho, das 8h às 17h, na Escola de Governo Fiocruz-Brasília (EGF-Brasília).

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Texto: J.C.

Edição: G.O.

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(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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