Gestão apresenta resultados de projeto que alia ciências comportamentais à promoção da transição agroecológica

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A Unidade de Ciências Comportamentais (CINCO) do Ministério da Gestão e de Inovação em Serviços (MGI) foi convidada a auxiliar na promoção da transição agroecológica entre agricultores familiares a partir da análise das barreiras e alavancas que influenciam o comportamento agroecológico dessas comunidades. A apresentação dos resultados desse estudo aconteceu na última segunda-feira (15/9), durante a X Reunião Ordinária da Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica.

O projeto foi desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa buscou entender como os agricultores familiares tomam decisões no processo de adoção de práticas agroecológicas e testar estratégias de comunicação capazes de incentivar essa transição.

A Ciência Comportamental é um campo multidisciplinar que estuda o comportamento humano e a tomada de decisões por meio de experimentação e observação sistemáticas, combinando conhecimentos da psicologia, economia, sociologia e outras áreas. Ela investiga como fatores como emoções, ambiente e contexto social influenciam nossas escolhas, aplicando esses achados para projetar e avaliar intervenções.

O estudo

A1ª etapa do projeto foi a realização de entrevistas em 11 estados com 44 agricultores, oficinas com parceiros e a criação do Mapa de Insights sobre motivações, barreiras e percepções dos agricultores sobre a transição agroecológica. A 2ª etapa foi um experimento com envio de vídeos e mensagens via WhatsApp para mais de 15 mil agricultores familiares do programa fomento rural sobre uma técnica sustentável de produção.

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A partir dessas ações, a CINCO começou a captar importantes evidências sobre que tipo de informação seria importante na promoção da transição agroecológica e com que frequência devem ser enviadas. Descobriu também a importância de estratégias de comunicação acessíveis, com linguagem simples e objetiva. Foram identificadas as principais barreiras e obstáculos e, ao fim, propostas recomendações estratégicas de como usar a comunicação para instruir agricultores familiares sobre a transição agroecológica.

Para a coordenadora de Transição Agroecológica, da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Ynaiá Masse Bueno, a conclusão do projeto foi reveladora. “Foi observado que a adoção das práticas sustentáveis, e até do entendimento dos conceitos, vai além do acesso à técnica, envolvendo fatores comportamentais e sociais. Entender as motivações dos agricultores para fazer a transição agroecológica foi muito importante para a gente, como gestor público, constatar essas questões de comportamento e como a gente pode usar a ciência comportamental para engajar os agricultores nessa transição”, afirma.

Ainda segundo Bueno, “foi interessante o trabalho que eles fizeram com a produção de vídeos e envio por Whatsapp. Podemos perceber que, com uma linguagem simples, essas podem ser ferramentas viáveis, mas que, no entanto, não são suficientes sozinhas, é importante que haja presença do estado constante, suporte técnico e diálogo contínuo de confiança com os agricultores para podermos ter uma transição agroecológica efetiva”, conclui.

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Para a coordenadora da CINCO, Marizaura Camões, as Ciências Comportamentais abrem um novo leque de possibilidades de ações em políticas públicas e podem apoiar o desenho de soluções inovadoras para problemas sociais complexos, como a transição agroecológica no Brasil.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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