Governo Federal destina R$ 17,4 milhões para o sistema socioeducativo e amplia parcerias com os estados

Desde 2023, o Governo Federal ampliou de 8 para 31 o número de instrumentos de Transferências Voluntárias para estados do país com investimentos voltados ao sistema socioeducativo (Foto: Gabriela Matos/MDHC)

publicidade

Desde 2023, o Governo Federal ampliou de 8 para 31 o número de instrumentos de Transferências Voluntárias para estados do país, com investimentos de R$ 17,4 milhões voltados ao sistema socioeducativo. As ações são coordenadas pela Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e têm a proposta de ampliar não apenas o número de entidades e unidades socioeducativas atendidas, mas também qualificar o atendimento ofertado a adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. Ao todo, 25 estados foram beneficiados nos anos 2023 e 2024.

Titular da SNDCA, a secretária Pilar Lacerda ressalta que o conjunto de ações fortalece a articulação entre o Governo Federal, os estados e as instituições parceiras. “O crescimento e a diversificação dos investimentos refletem um compromisso contínuo com a modernização da estrutura das unidades socioeducativas, a capacitação profissional e o desenvolvimento integral de adolescentes e jovens na aplicação de medidas”, afirma.

“Essas iniciativas consolidam uma política pública mais estruturada, eficiente e alinhada com a promoção de direitos, reforçando a importância da governança colaborativa para a construção de um sistema socioeducativo mais eficaz”, completa a secretária.

Números

Em 2023, foram celebrados 10 novos convênios com foco na melhoria da estrutura dos estabelecimentos socioeducativos, de forma a atender demandas como a compra de equipamentos e mobília para modernização dos centros. Os convênios foram celebrados nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. Ao todo, esses investimentos somam R$ 4,9 milhões.

No mesmo ano, ainda foram formalizados cinco instrumentos voltados ao aperfeiçoamento da política pública socioeducativa, apoio psicológico de adolescentes e jovens, e formação continuada e qualificada de 200 profissionais do sistema socioeducativo. Estes instrumentos foram celebrados em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Instituto Brasileiro de Educação em Direitos e Fraternidade (IEDF) e Associação Brasileira de Pipas (SP), com o total de investimentos no valor de R$ 3,9 milhões.

Leia Também:  MDHC acompanha fase de testagem da Taxonomia Sustentável Brasileira

Mais ações

Já em 2024, foram celebradas nove parcerias para equipagem de Unidades Socioeducativas com novos equipamentos, como automóveis, salas de informática e salas para oferta de cursos de profissionalização. O objetivo consiste em ampliar a estrutura física e de transporte, além de garantir ambientes adequados e eficiência nos atendimentos. Os convênios foram celebrados junto com as seguintes unidades federativas: Amazonas, Goiás, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia, totalizando R$ 4,7 milhões.

Além disso, foi celebrado um Termo de Fomento com uma Organização da Sociedade Civil (OSC) do estado de São Paulo, o Instituto Mundo Aflora. A parceria visa ampliar o repertório emocional e intelectual, acesso a direito e fortalecimento de vínculos de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas de São Paulo, Ceará, Paraná, Pernambuco e Distrito Federal, no valor de R$ 904,1 mil.

Escolas de socioeducação

Ainda em 2024, foram instituídas seis Escolas Estaduais de Socioeducação a fim de capacitar e qualificar profissionais do socioeducativo para atuarem de forma mais eficiente e humanizada no atendimento dos adolescentes e jovens responsabilizados por atos infracionais. As escolas foram instituídas em parceria com as Universidades Federais do Amazonas (UFAM), de Alagoas (UFAL), do Espírito Santo (UFES), Fluminense (UFF), de Sergipe (UFS) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), totalizando o investimento de mais de R$ 2,9 milhões.

Leia Também:  MME e MGI assinam acordo para ampliar acesso do Luz para Todos em áreas remotas

Saiba mais

A Lei nº 12.594/2012, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), completou 13 anos no dia 18 de janeiro deste ano. Conforme a legislação, as competências da União incluem formular e coordenar a execução da Política Nacional de Atendimento Socioeducativo e contribuir para a qualificação e ação em rede dos Sistemas de Atendimento Socioeducativo. No âmbito do governo federal, as ações são coordenadas pela SNDCA, do MDHC.

Ainda de acordo com a Lei nº 12.594/12, o Sinase é “o conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que envolvem a execução de medidas socioeducativas, incluindo-se nele, por adesão, os sistemas estaduais, distrital e municipais, bem como todos os planos, políticas e programas específicos de atendimento a adolescente em conflito com a lei”.

Leia também:

MDHC anuncia instalação das primeiras Escolas Estaduais da Socioeducação e reinstitui Comissão Intersetorial Nacional do sistema socioeducativo

Texto: R.O.

Edição: F.T.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

(61) 9558-9277 – WhatsApp exclusivo para relacionamento com a imprensa

Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade