Heróis da Pátria são reconhecidos durante 7a edição do Rede Capoeira em Cachoeira (BA)

Foto: Tarcisio Boquady/ MinC

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou, na noite desta sexta-feira (16), em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, da cerimônia de abertura da 7ª edição do Rede Capoeira – Heróis Populares, evento que reconheceu mestres e mestras da capoeira, do samba de roda e das tradições da religiosidade popular como heróis populares.

O Troféu Sankofa é dedicado a personalidades que dedicaram suas trajetórias à preservação e à transmissão dos saberes ancestrais. Em sua fala, a ministra destacou a importância histórica e simbólica de Cachoeira, ressaltando o protagonismo do povo local na independência do Brasil e na preservação cultural. “Cachoeira é um ponto de partida da independência definitiva do nosso país. Aqui há bravura, memória e um povo que nunca deixou suas referências escaparem”, afirmou.

Margareth Menezes também enalteceu os mestres e mestras da cultura popular e parabenizou o mestre Sabiá pela idealização do projeto. Segundo a titular da Cultura, os mestres de capoeira são pilares da memória cultural brasileira. “A cultura quem faz é o povo. E a missão do Ministério da Cultura é criar ferramentas para fortalecer esses acontecimentos culturais, e estamos fazendo isso no Brasil inteiro”, declarou. A ministra destacou ainda que “tudo isso é legado e base para uma arte contemporânea diferenciada, reconhecida no mundo inteiro”.

Ao destacar a capoeira como patrimônio vivo da cultura afro-brasileira, a ministra ressaltou o papel central dos mestres na preservação da memória e da identidade nacional. “O homem preto inventor inventou o berimbau, inventou a capoeira, inventou essa liberdade de ser e de estar”, discursou ao reforçar a importância do reconhecimento das manifestações culturais de matriz africana.

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Foram homenageados Mestra Dona Dalva, Mestre Ecinho, Mestra Dona Maninha, Mestre Domingos Preto, Mestra Dona Lindaura da Boa Morte, Mestre Bigo, Mestre Aurino de Maracangalha e Mestra Dona Rita da Barquinha, referências vivas da capoeira, do samba de roda e das tradições culturais afro-brasileiras, cuja atuação é marcada pela preservação, transmissão de saberes e fortalecimento da identidade cultural em seus territórios.

A abertura contou com a participação do jornalista e poeta James Martins, que abriu o evento lendo o manifesto do Rede Capoeira, que destacou a capoeira como expressão multidisciplinar e coletiva. “A roda. Sem hierarquias. Todos no mesmo espaço. Todo mundo se vendo. O que inclui ver o outro, mas também ver a si mesmo”, pontuou. Para ele, a capoeira leva o Brasil ao mundo e exige que o país reconheça seus próprios heróis populares.

Idealizador do evento, o mestre Sabiá ressaltou o papel do Recôncavo Baiano como território fundador da brasilidade e da cultura afrodescendente. Ele lembrou edições anteriores do projeto e questionou o tratamento dado aos mestres da cultura popular. “Não tem como falar de Brasil sem falar do povo preto, sem falar da capoeira. Ela está em mais de 170 países e é a maior divulgadora da língua portuguesa no mundo”, enfatizou, defendendo o reconhecimento contínuo desses mestres ao longo de todo o ano.

A prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga, celebrou a realização do evento na cidade e agradeceu à Rede Capoeira por escolher o Recôncavo como palco da iniciativa. “A capoeira representa a nossa resistência, o povo negro que aliviava suas dores através dos cantos, da música e da dança”, declarou, reforçando que o município permanece de portas abertas para futuras edições. “Viva a cultura brasileira, a cultura baiana do Recôncavo e a cultura de Cachoeira”, concluiu.

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Também presente na abertura, a presidenta da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Marighella, destacou Cachoeira como “mãe da Bahia e do Brasil” e ressaltou o compromisso do Estado com a cultura popular. “A cultura brasileira é a maior riqueza desse país e temos um compromisso inegociável com essa riqueza, que precisa ser protegida, promovida e distribuída”, completou.

Com uma programação dedicada à transmissão de saberes, o 7º Rede Capoeira – Heróis Populares reúne rodas de capoeira, apresentações musicais, homenagens e manifestações culturais que reafirmaram a cultura popular como patrimônio vivo, essencial para a construção de um Brasil diverso, soberano e democrático.

O 7º Rede Capoeira – Heróis Populares é uma realização do Projeto Mandinga, com produção da Pau Viola Cultura e Entretenimento, e conta com a parceria da Rede Iaô de Economia Criativa e da Associação Fábrica Cultural. O evento tem apoio institucional da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), da Prefeitura Municipal de Santo Amaro e da Prefeitura Municipal de Cachoeira, e é viabilizado por meio do patrocínio do Governo da Bahia, do Banco do Nordeste, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Governo do Brasil.

Fonte: Ministério da Cultura

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