Iphan lança plataforma digital do Inventário Nacional da Diversidade Linguística

Foto: Mariana Alves/Iphan

publicidade

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou na segunda-feira (22) a plataforma digital do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), uma ferramenta que reúne informações, pesquisas e registros sobre as línguas faladas no Brasil. O lançamento ocorreu durante evento realizado em Brasília (DF), com a participação de representantes do Ministério da Cultura (MinC), pesquisadores, comunidades linguísticas e gestores públicos.

Clique aqui para acessar a plataforma

“Hoje é um dia histórico. Mostra que o Iphan está empenhado na transformação digital. A plataforma é voltada para o público geral que tem curiosidade de saber mais sobre a diversidade linguística do País, mas também é feita para pesquisadores, que trabalham com catalogações de línguas”, disse o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão. “É informação pública de qualidade, que pode orientar outros projetos dentro e fora do Iphan”, completou.

A nova plataforma, feita em parceria com a faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (FCI/UnB), tem como objetivo ampliar o acesso às informações sobre a diversidade linguística brasileira, fortalecer a preservação desse patrimônio cultural e estimular a participação da sociedade na identificação e valorização das línguas existentes no país.

Leia Também:  MPor participa da entrega de diplomas de mestrado em Logística e Gestão Portuária na Embaixada da Espanha

Para o diretor da FCI/UnB, Dalton Martins, a parceria com o Iphan vai além da tecnologia. “É o uso dela para refletir o armazenamento de dados e pensar como se constrói política pública de qualidade em torno da informação”, disse. 

O ambiente digital disponibiliza ao público mais de 2 mil itens, entre documentos, fotografias, vídeos, gravações sonoras e estudos produzidos ao longo da implementação do Inventário Nacional da Diversidade Linguística. O conteúdo reúne informações sobre línguas já inventariadas e reconhecidas pelo Iphan, além de pesquisas em andamento.

Criado em 2010, o INDL é um instrumento de identificação, documentação e valorização das línguas que compõem a diversidade cultural brasileira. O inventário busca registrar conhecimentos sobre as diferentes formas de expressão linguística presentes no país, contribuindo para a formulação de políticas públicas voltadas à sua salvaguarda.

Atualmente, o Brasil abriga centenas de línguas pertencentes a diferentes grupos sociais e culturais, incluindo línguas indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além das diversas variedades regionais do português.

A emoção é grande, porque sou falante da língua Talian. Quando estamos numa comunidade que não fala a língua do país e você sai para outra com outro idioma que você cresceu, às vezes é difícil a integração”, disse a diretora do Departamento de Planejamento e Administração do Iphan, Adriana Bortoli. “Tem várias outras línguas que precisamos conhecer e isso precisa estar nas escolas, isso tem que reverberar para o país inteiro”, completou emocionada.

Leia Também:  Nova Iguaçu (RJ) recebe investimento para renovação de frota

Participação social

Além de funcionar como repositório de informações, a plataforma foi desenvolvida para ampliar a participação social na construção do inventário. Por meio do sistema, cidadãos, pesquisadores, instituições e comunidades poderão solicitar a inclusão de línguas ainda não registradas e sugerir complementações aos inventários já existentes.

A iniciativa busca tornar o processo de documentação mais colaborativo e fortalecer o diálogo entre o poder público e os grupos detentores desse patrimônio cultural.

Discussões sobre diversidade linguística

Após o lançamento da plataforma digital do INDL, pesquisadores e gestores públicos que trabalham pela diversidade linguística participaram de mesas redondas e palestras sobre diversidade linguística. 

Os participantes trocaram experiências sobre o panorama da diversidade linguística brasileira, dados e informações sobre cultura e o diálogo com o cidadão e também sobre acervos digitais do patrimônio cultural.

Fonte: Ministério da Cultura

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade