Jayme: passado nebuloso; presente melhor

publicidade

Passado tenebroso
O senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que o modelo de funcionamento de hospitais públicos de Mato Grosso está dificultando o acesso da população do interior aos serviços de urgência e emergência. A “perola” aconteceu durante reunião da bancada federal com prefeitos mato-grossenses que participaram, em Brasília, da Marcha dos Prefeitos, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios.

Histórico manchado
Com um péssimo histórico na área de saúde como gestor no período em que foi governador de Mato Grosso (1991/1995) o senador afirmou que “o hospital tem que ficar de porta aberta. A pessoa que quebrou um dedo, quebrou uma perna, tomou um tiro, tem que poder entrar no hospital. Sou contra hospital de porta fechada”, complementando que “os hospitais públicos são construídos e implantados para atender casos de urgência, acidentes, traumas e situações em que o cidadão não pode esperar pela burocracia da regulação, como vem ocorrendo no Estado”.

Não é por ali
O ex-governador de Mato Grosso citou o Hospital Central de Mato Grosso, em Cuiabá, e o hospital de Alta Floresta como exemplos de unidades que precisam funcionar com maior capacidade de atendimento direto à população e que o Estado precisa rever prioridades e garantir que os investimentos em saúde se traduzam em acesso real aos pacientes, sobretudo aos moradores do interior. O senador se esquece de normas como, por exemplo, que o acolhimento de pacientes ocorrem inicialmente pelas UPAS – Unidades de Pronto Atendimento.

Leia Também:  Jayme Campos defende parte dos fundos constitucionais para pequenas empresas

Muito dinheiro
Jayme deixou de se lembrar da triste e vergonhosa realidade do Hospital Central de Mato Grosso, que – segundo o Ministério Público Federal – teve quase 800% de superfaturamento no seu período de governo, o que inviabilizou a conclusão da obra, que foi iniciada em 1985 – na gestão do seu irmão, Júlio José de Campos.

Período sombrio
Também foi no período de gestão de Jayme Campos que Mato Grosso enfrentava crises severas com a falta de unidades hospitalares. Até mesmo municípios próximos da Capital – como Cáceres, Rondonópolis e Sinop, não eram assistidos pela gestão pública por razões obvias e exigia que pacientes fossem transportados para Cuiabá e viviam à sorte de vagas em hospitais conveniados. O mais concorrido à época, o Hospital Geral, além do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá – que vivia numa situação deprimente.

Os números
Há de se lembrar, por sinal, que na questão financeira da obra do Hospital Central à época de Jayme como governador, o Ministério Público Federal pedia a devolução de R$ 36,2 mi desviados da obra.

Leia Também:  Não largo meu Bolsonaro


Mais de três décadas
Passados 34 anos de obra abandonada do Hospital Central, sua retomada aconteceu apenas na gestão do governador Mauro Mendes, que mesmo enfrentando uma séria de intempéries, não apenas concluiu a obra, como reprojetou através da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), saltando de 9 mil m² para um total de 32 mil m² de área construída, assegurando a gestão ao Hospital Israelita Albert Einstein, finalmente inaugurado em 19 de dezembro de 2025, oferecendo atendimento 100% gratuito pelo SUS.


O presente é outra história
Se não se pode apagar a imagem do passado do então governador Jayme Campos com problemas deixados na área da Saúde, há de se creditar méritos por suas ações como Senador por Mato Grosso, como por exemplo, a disponibilização de emendas liberadas e depositadas nas contas das prefeituras que, segundo Jayme, somam cerca de R$ 300 milhões – o que devem ajudar os municípios em diferentes áreas, incluindo saúde, assistência social, infraestrutura e melhoria dos serviços públicos.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade