O acordo anunciado na tarde de domingo (02-08) pelo senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao governo de Mato Grosso, sobre um acordo para a candidatura da deputada estadual (MDB) ao Senado, está sofrendo embates de várias lideranças do próprio partido bolsonarista. No anúncio, o nome do deputado federal José Medeiros aparece como “já acertado” na questão da decisão.
O primeiro a se manifestar foi o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, mesmo na noite de ontem. Hoje, o deputado federal José Medeiros revelou não ter sido consultado e cobrou lealdade e transparência. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti e o deputado estadual Gilberto Catani.
“Nos mereciamos ter sido ouvidos. Os bolsonaristas mereciam ter sido ouvidos. Afinal o voto de ter levado toda essa grandeza do PL tem sido o voto de bolsonaristas. Mereciamos ter voz”, desabafou em um vídeo hoje pela manhã o deputado federal José Medeiros que vem trabalhando pela vaga de Senador pelo partido.
“Nós estamos vivendo um momento muito dificil. O Presidente Bolsonaro continua preso e centenas de brasileiros continuam presos injustamente. Nossa obrigação como bolsonarista é eleger quem tem compromisso real e inabalável com a liberdade das pessoas. Quem tem coragem de enfrentar o sistema sem abaixar a cabeça. Quero deixar claro: a minha linha continua sendo a linha do presidente Jair Bolsonaro. Sem desvios, sem arrodeios, sem meias palavras. Por isso olhando para a decisão que foi tomada em Brasília sobre a chapa para o Senado em Mato Grosso, preciso ser sincero com vocês, que eu não concordo. Não concordo como a escolha foi imposta” – pontuou Medeiros.
“Quando a decisão veio de cima pra baixo, sem um diálogo, a gente corre o risco de enfraquecer onde mais precisa: uma unidade verdadeira, comprometimento da libertação dos bons. Continuo no PL, continuo bolsonarista. Não vou fingir. Não tem como fingir que está tudo bem; concordar com tudo só para agradar. Vamos continuar firmes, com a cabeça erguida, com o mesmo objetivo: libertar o presidente Jair Bolsonaro e todos os inocentes” – concluiu o vídeo.
O deputado estadual Gilberto Catani criticou o acordo com o MDB. “Tem uns que têm preço. Outros têm valor” disse o parlamentar ressaltando que quem tem preço um dia encontra o preço dele, agora o que tem valor jamais terá. Um homem de valor não muda o seu posicionamento justamente por não ter preço”, declarou o parlamentar, relembrando episódios entre o PL e o MDB.
Flávia Moretti citou um episódio em que o presidente da Câmara municipal de Várzea Grande, Wanderlei Cerqueira (MDB), a agrediu politicamente, sem que a deputada Janaina a defendesse e ter escolhido o ‘silêncio’. Em março deste ano o deputado uzou a expressão “leitear a prefeita” durante uma discussão no plenário. Também afirmou que não subirá em palanque onde estará o seu oponente nas eleições de 2024, Kalil Baracat, da mesma agremiação.

Primeira pessoa a contestar o acordo anunciado por Wellington Fagundes, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini afirmou que “não estarei com o MDB”, chegando a afirmar que “prefere ser expulso do PL”.
“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, escreveu Abilio em uma postagem em rede social.
“Não posso ser incoerente. O Botelho que foi meu oponente em Cuiabá e fala mal de mim e do Bolsonaro, está no MDB. O Thiago, que foi oponente do Cláudio em Rondonópolis, está no MDB. O Léo Bortolim, de Primavera do Leste, que foi contra o Manich em Primavera do Leste, está no MDB”. O Khalil que foi contra a Flávia em Várzea Grande, está no MDB. Minha vice que mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB”.























