O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, nesta terça-feira (5), do lançamento do programa “Juntos por Elas”, iniciativa da Caixa Econômica Federal que reúne ações integradas de combate à violência contra a mulher. A cerimônia destacou a importância da atuação conjunta entre o poder público, o setor privado e a sociedade civil no enfrentamento de um problema estrutural que ainda atinge milhões de brasileiras.
Na ocasião, a secretária-executiva do MDHC, Caroline Reis, assinou o Acordo de Cooperação Técnica entre a pasta e a Caixa. Segundo ela, a parceria com a instituição financeira amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a presença dessas ações no cotidiano da população: “Ao ampliar o acesso à informação, à orientação e ao acolhimento, especialmente nos espaços do dia a dia, criamos condições concretas de proteção e apoio. É assim que políticas públicas ganham capilaridade”.
Ela também reforçou que a parceria prevê a produção e disseminação de materiais orientativos com abordagem interseccional, além da realização de ações de formação e sensibilização com foco em direitos humanos e atendimento a públicos vulneráveis.
Como destacou a secretária-executiva do MDHC, “trata-se de colocar a dignidade das mulheres no centro das práticas e promover ambientes mais seguros, inclusivos e respeitosos”.
Compromisso público
Durante a cerimônia, representantes de diferentes instituições, como o MDHC, Ministério da Igualdade Racial e o Ministério das Mulheres, reforçaram o compromisso do governo brasileiro em tratar o tema como prioridade, destacando que a violência de gênero exige respostas contínuas, articuladas e efetivas.
A Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres (SENEV) do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra, ressaltou a necessidade de envolvimento de toda a sociedade: “Se os homens estão envolvidos no problema, precisam estar envolvidos na solução”.
Já a coordenadora do programa “Antes que Aconteça”, professora Nadja Oliveira, reforçou que a violência contra as mulheres é resultado de estruturas históricas e exige enfrentamento amplo: “É um problema nacional, transversal, que precisa do setor público, privado e da sociedade civil. Não podemos terceirizar essa responsabilidade”.
Ela também chamou atenção para a gravidade dos dados no país: “A cada quatro horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil.”
Já o presidente da Caixa, Carlos Vieira, enfatizou que o enfrentamento à violência exige atitude concreta e destacou que o compromisso institucional deve ir além de ações pontuais: “É a atitude que faz a diferença. Precisamos levar isso para o nosso cotidiano”.
A funcionária da Caixa, Eliane Pereira, relatou sua experiência de superação da violência doméstica com apoio institucional. Ela destacou a importância de iniciativas que ofereçam acolhimento humanizado e incentivem mulheres a romper o ciclo de violência: “Ter a certeza de que existe um programa que apoia é muito importante para quem sente vergonha de procurar ajuda”.
Ações estruturantes e rede de proteção
O programa “Juntos por Elas” está estruturado em oito frentes integradas que combinam prevenção, acolhimento e mudança cultural. Entre as ações, estão o apoio direto a clientes em situação de violência nas agências; o fortalecimento do canal interno Acolhe Caixa para empregadas; o aprimoramento dos canais de denúncia; e a capacitação de empregados, com formação de multiplicadores.
Além disso, a iniciativa prevê a atuação nas Caixas Culturais como espaços de orientação e encaminhamento; a inserção do tema em eventos esportivos e contratos de patrocínio; e ações de prevenção em empreendimentos habitacionais, especialmente no Minha Casa Minha Vida. Soma-se a esse conjunto a construção de parcerias com o setor da construção civil, com medidas educativas e a inclusão de cláusulas de enfrentamento à violência nos contratos.
Para complementar essas oito frentes principais, o programa também prevê a expansão das ações e a articulação contínua com políticas públicas, reforçando seu caráter estruturante e de longo prazo. Nesse sentido, a iniciativa está alinhada ao Pacto Brasil contra o Feminicídio, estratégia que promove a atuação coordenada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Com isso, o programa contribui para o fortalecimento das ações de prevenção, proteção e responsabilização, além de estimular a transformação cultural necessária ao enfrentamento da violência de gênero, com o engajamento de toda a sociedade.
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Texto: J.C.
Edição: G.O.
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