MGI realiza evento internacional sobre Ciências Comportamentais

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A aplicação das ciências comportamentais em políticas públicas foi tema de webinário internacional realizado na última terça-feira (16/6) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O evento foi promovido pela Unidade de Ciências Comportamentais do MGI, vinculada à Secretaria de Gestão e Inovação (Seges), em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Rede Cinconecte e o Instituto Nacional de Defensa de la Competencia y de la Protección de la Propiedad Intelectual (INDECOPI), do Peru.

Com mais de mil inscritos de 29 países, o webinar reuniu gestores públicos, especialistas, pesquisadores e representantes de organizações internacionais da América Latina e Caribe. No encontro online, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar experiências, discutir desafios e explorar o futuro da aplicação das Ciências Comportamentais na região.

Durante a abertura, a subchefe da Divisão de Política Regulatória e da Diretoria de Governança Pública da OCDE, Marianna Kartunnen, destacou que os governos de toda região estão trabalhando para fortalecer os serviços públicos, melhorar a implementação das regulações, apoiar a transformação digital e aumentar a confiança dos cidadãos. Um dos objetivos do evento é promover o intercâmbio regional de iniciativas que podem transformar a formulação e a implementação de políticas públicas locais.

Segundo o diretor de programa da Seges/MGI, Herbert Barros, as Ciências Comportamentais não substituem os enfoques tradicionais de política pública. “Pelo contrário, ajudam a aproximar o desenho formal das políticas à experiência real dos cidadãos, dos servidores públicos, dos empreendedores, das famílias e das comunidades”, pontuou.

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Barros detalhou que, a partir dessa visão, é possível identificar obstáculos que muitas vezes não aparecem nos modelos tradicionais. Entre os desafios, ele citou situações como excesso de complexidade, desconfiança institucional, dificuldade para acessar os serviços, linguagem pouco clara, conflitos administrativos ou desajustes entre o que a política espera e o que as pessoas conseguem fazer em sua vida cotidiana”.

Complementando esses pontos, a diretora de Inovação Governamental da Seges/MGI, Claudia Martinelli, esclareceu que existem múltiplos caminhos possíveis para a aplicar o conhecimento comportamental aos desafios públicos, e todos eles requerem adaptação, escuta, avaliação e uma disposição honesta de aprender com os resultados. É isso permite, por exemplo, rever limites e fazer ajustes no plano original. “Aplicar as ciências do comportamento em políticas públicas vai muito mais além de desenhar intervenções pontuais. Trata-se de desenvolver uma capacidade institucional para compreender melhor os problemas, com mais precisão e muitas vezes pôr à prova a hipótese que às vezes nem fomos nós que a formulamos”, explicou Martinelli.

Acesse na íntegra o Webinar Ciências Comportamentais na América Latina e Caribe

Ciência Comportamental aplicada ao setor público

A Ciências Comportamental é um campo de estudo que investiga como fatores cognitivos, sociais, emocionais e ambientais influenciam decisões, hábitos e formas de agir. No setor público, essa abordagem ajuda a compreender por que uma política bem desenhada no papel pode encontrar dificuldades quando chega ao cidadão.

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Por meio dessas análises, governos podem melhorar a comunicação com a população, reduzir barreiras de acesso, simplificar procedimentos e criar serviços mais compatíveis com a vida cotidiana. A abordagem também pode apoiar a implementação de regulações, programas sociais, políticas digitais e iniciativas de transformação do Estado.

No MGI, a agenda de ciências comportamentais é conduzida pela CINCO — Ciências Comportamentais em Governo, unidade vinculada à Secretaria de Gestão e Inovação (Seges). Criada em 2023, a área presta apoio técnico para órgãos públicos interessados em aprimorar o desenho, a implementação e a avaliação de políticas, serviços e regulações a partir de evidências sobre o comportamento humano.

A atuação da CINCO parte de um desafio recorrente na gestão pública: a distância entre o que uma política pretende alcançar e a forma como as pessoas de fato se comportam. Por isso, o trabalho busca orientar formuladores de políticas públicas no desenho de soluções mais claras, simples, acessíveis e aderentes à realidade dos cidadãos.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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